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“Europa já não pode ser o epicentro de uma nova guerra mundial” – João Lourenço

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“Temos sido coerentes com a política externa que traçamos, Angola é pela paz, defendemos o respeito do Direito Internacional, dos princípios plasmados na Carta das Nações Unidas, somos contra todas as guerras e, consequentemente, condenamos a invasão da Ucrânia pela Rússia e a ocupação e anexação de parte do território ucraniano”, disse esta terça-feira, João Lourenço, enquanto presidente do MPLA, durante a abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Central.

João Lourenço fez tais declarações para chamar a atenção dos militantes do partido no poder, que, de acordo com o líder, “devem acompanhar com a devida atenção os últimos acontecimentos que ocorrem no mundo e que prenunciam o retorno à Guerra Fria ou mesmo o desenhar de um cenário pior ao da II Guerra Mundial, com alinhamentos formados por dois eixos antagónicos”, orientou e ressaltou que “tudo deve ser feito agora para se evitar chegar a esse ponto, mais tarde podemos alcançar o momento de não retorno”.

“Defendemos um cessar-fogo incondicional e o início de negociações entre as partes directamente envolvidas no conflito – a Rússia e a Ucrânia -, para o estabelecimento de uma paz duradoura entre os dois países”, reforçou, João Lourenço.

O presidente do MPLA foi além, ressaltando que tal conflito atingiu “proporções de tal ordem que já não basta garantir a paz para a Ucrânia e a normalização das relações entre os dois países, mas importa assegurar uma paz duradoura para a Europa no seu todo, o que implica necessariamente haver, em algum momento que se considere adequado, negociações directas entre a Rússia e a NATO, entre a Rússia e a União Europeia”.

“A Europa já não pode ser o epicentro de uma nova guerra mundial, precisamos de salvar a Europa para salvar o mundo”, alertou.

João Lourenço solicitou ainda que os Estados Unidos e a China actuem, juntos, para por fim à guerra entre a Ucrânia e a Rússia, que já dura mais de um ano.

“Pela influência que têm sobre cada um dos países em conflito, é importante que Washington DC e Pequim coloquem de lado aquilo que hoje os separa e concertem acções diplomáticas direccionadas para a resolução deste conflito na Europa, o que pode ser determinante na salvaguarda da paz e segurança mundiais”, finalizou.

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, a profissional actua no mercado de comunicação há 18 anos. Iniciou a sua carreira em 2004, apresentando um programa de rádio e logo migrou para a comunicação digital, para a impressa e, posteriormente, a institucional. Tem vasta experiência como web journalist, criação e gestão de redes sociais, tendo participado dos projectos de desenvolvimento de diversos sites, blogs e redes sociais governamentais, privados e do terceiro sector. Reside em Luanda desde 2012, tendo trabalhado como jornalista no portal de notícias Rede Angola, como assessora de imprensa e directora de Comunicação e Operações nas Agências NC - Núcleo de Comunicação e F.O.T.Y, atendendo diversos clientes governamentais e privados. Actualmente trabalha como editora do portal Correio da Kianda.

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