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EUA: Trump paga multa de 200 mil USD por interferir em eleições de 2020

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em pagar uma multa no valor de 200 mil dólares, no caso em que é acusado de interferir nas eleições de 2020, no estado da Geórgia.

A informação é avançada pela CNN Internacional, que teve acesso aos documentos do tribunal. Trump e os restantes 18 arguidos no caso deverão entregar-se na prisão do condado de Fulton até às 12 horas (16 horas em Luanda) de sexta-feira, 25 de Agosto, avança a Agência Lusa.

No acordo em questão, apresentado pela procuradora distrital do condado de Fulton, Fani Willis, e pelos advogados de defesa de Trump, está ainda referido que o ex-presidente está proibido de intimidar outros réus, testemunhas ou vítimas que estejam envolvidas no caso.

Estas eventuais ameaças estão proibidas, quer directamente, ou de forma mais indireta, como, por exemplo, com recurso às redes sociais. No documento está explícito que a situação inclui “publicações nas redes sociais ou publicação de republicações feitas por um outro indivíduo nas redes sociais”.

O magnata republicano está também proibido de comunicar de qualquer forma sobre o caso com qualquer co-réu ou testemunha, excepto através de advogados.

A procuradora distrital propôs que a leitura das acusações aos arguidos decorra na semana de 5 de Setembro e que o caso vá a julgamento em março do próximo ano.

Trump é acusado de tentar provocar uma fraude nos resultados das eleições presidenciais de 2020 no Estado da Geórgia, na sequência de investigações, lideradas pela procuradora Fani Willis, que decorreram durante mais de dois anos.

O ex-presidente enfrenta 13 acusações, entre as quais a de violação de uma lei de anti-corrupção, que, a se confirmar, implica uma pena de prisão.

Entre os acusados estão também o seu antigo advogado pessoal, Rudy Giuliani, bem como o seu ex-chefe de gabinete, Mark Meadows.

Trump já tinha recebido quatro acusações por tentar reverter o resultado das eleições presidenciais de 2020, sendo que, neste processo, o procurador especial, Jack Smith, propôs o início do julgamento para Janeiro de 2024, poucos dias antes do início das primárias republicanas.

Em Nova Iorque, Donald Trump soma 34 acusações de falsificar documentos comerciais num caso que envolveu a atriz pornográfica Stormy Daniels, com quem o ex-presidente terá tido um caso em 2006, e o julgamento sobre este caso está agendado para 25 de Março de 2024.

Já na Flórida, o republicano contabiliza 40 acusações por roubo e retenção de documentos confidenciais. Trump deve comparecer em tribunal em 20 de Maio, poucos meses antes das eleições presidenciais de 2024.

Entretanto, o antigo chefe de Estado norte-americano tem denunciado uma “caça às bruxas” para o impedir de realizar a sua campanha presidencial e tem defendido que estes processos devem ser realizados após as eleições.