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EUA refere que jornalista do Wall Street Journal foi “detido arbitrariamente” pela Rússia

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O jornalista norte-americano Evan Gershkovich foi designado pelos Estados Unidos como “detido arbitrariamente” pela Rússia, pedindo ainda a sua libertação imediata.

A informação foi confirmada numa nota do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Vedant Patel. Neste comunicado, informa-se que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, “determinou que Evan Gershkovich foi detido arbitrariamente pela Rússia”, segundo cita a BBC.

Esta designação significa que o caso será transferido para o escritório do Enviado Especial para Assuntos de Reféns, o que vai aumentar o perfil do caso e permitir que o governo atribua mais recursos para garantir a libertação do jornalista do Wall Street Journal.

“Pedimos à Federação Russa que liberte imediatamente o senhor Gershkovich”, acrescenta a mesma nota, que sublinha que “jornalismo não é crime”.

“Condenamos a contínua repressão do Kremlin a vozes independentes na Rússia e sua guerra contínua contra a verdade”, refere ainda.

Já o Wall Street Journal notou que esta “distinção irá libertar recursos adicionais” e despertar “atenção nos níveis mais altos do governo dos EUA para garantir a sua libertação”.

“Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para apoiar o Evan e a sua família e continuaremos a trabalhar com o Departamento de Estado e outras autoridades americanas relevantes para pressionar pela sua libertação”, disse o jornal, em comunicado.

Recorde-se que o jornalista, de 31 anos, foi detido na Rússia e depois formalmente acusado de “espionagem”, pelo que o profissional recusou categoricamente todas as acusações e disse que as suas actividades na Rússia eram jornalísticas, relatou a agência russa TASS.

Vedant Patel revelou ainda, nesta segunda-feira, que a Rússia não concedeu às autoridades consulares dos EUA acesso a Gershkovich, o que viola o direito internacional.