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EUA orientam embaixadas a usar rede X no combate à desinformação
O governo dos Estados Unidos determinou que todas as suas embaixadas e consulados no estrangeiro passem a implementar campanhas coordenadas contra a propaganda externa, recorrendo à rede social X como ferramenta central nesse processo.
A orientação consta de um documento assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, citado pela imprensa internacional, que define estratégias para enfrentar o que Washington classifica como “esforços estrangeiros coordenados para minar os interesses americanos no exterior”.
De acordo com a directiva, as representações diplomáticas devem reforçar a presença digital, combater narrativas consideradas hostis e promover conteúdos alinhados com os interesses dos Estados Unidos, incluindo a valorização da imagem do país junto das populações locais.
O documento recomenda ainda a cooperação com unidades especializadas, incluindo estruturas ligadas às operações psicológicas das Forças Armadas norte-americanas, com o objectivo de responder à crescente disseminação de desinformação a nível global.
Entre as medidas propostas, destaca-se o envolvimento de influenciadores, académicos e líderes comunitários locais, numa estratégia que visa amplificar mensagens pró-americanas e conferir maior credibilidade às campanhas.
A plataforma X é apontada como um instrumento “inovador” e “colaborativo” para este tipo de acções, permitindo, segundo o documento, combater a desinformação sem comprometer a liberdade de expressão.
A iniciativa surge num contexto de crescente tensão internacional, marcado por disputas geopolíticas e intensificação de campanhas de influência, envolvendo potências como a Rússia, China e Irão.
Por outro lado, a orientação levanta questões sobre os limites entre diplomacia pública e propaganda, numa altura em que a própria plataforma X enfrenta escrutínio regulatório por parte de entidades internacionais, incluindo a União Europeia.
