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EUA: Democratas em crise de liderança em véspera das eleições

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Democratas norte-americanos vivenciam uma crise sem precedente, pelo menos desde o início deste século. O partido, que num passado recente produziu quadros excepcionais como Barack Hussein Obama, dá mostras de estar sem políticos capazes de fazer face aos desafios do presente e futuro.

Nos Estados Unidos da América, o partido democrata está em pânico com o aproximar das eleições previstas para Novembro. O mais provável candidato dos republicanos para as presidenciais, Donald Trump, que já foi chefe de Estado entre em 2016 e 2020, aumenta a popularidade a cada dia, enquanto Joe Biden, actual inquilino da Casa Branca pelos democratas, enfrenta a contínua desaprovação do público para um segundo mandato, sobretudo por conta de sua idade, são 81 anos.

Já tarde, os democratas perceberam a falha e o fardo que representaria Joe Biden para campanha eleitoral, mas pouco ou nada fizeram. E não foi por ignorância, o facto resultou da falta de preparação de quadros alternativos, com perfil adequado para fazer face às exigências do contexto político, militar e económico mundial.

Essa é uma crise sem precedente para os democratas, pelo menos desde o início do século XXI. Até mesmo no fim do século passado, os democratas sempre tiveram grandes opções, com destaque para Bill Clinton, o político que, com Barack Obama, personificam o perfil ‘charmoso’ dos candidatos presidenciais democratas.

Por hora, o partido está sem opções e mantém Joe Biden na corrida presidencial, apesar da idade. O perigoso em Biden não é pura e simplesmente a idade, é também a perda de memória e certas acções pouco reflectidas.

O procurador Robert Hur, responsável pela investigação do caso que apontava que Joe teria, então qualidade de vice-presidente de Barack Obama, guardado documentos classificados em sua residência, produziu um relatório que iliba o actual presidente das acusações, mas identificou fadiga de memória ao presidente.

Robert Hur sublinhou, no relatório, que Joe Biden demonstra “limitações significativas” em termos de memória, e que sequer sabe quando foi vice-presidente de Obama ou quando o seu próprio filho morreu.

Embora o presidente refute as constatações do procurador, Joe Biden acaba por provar todos os dias que tem limitações de memória, dado que, quotidianamente, confunde os actuais homólogos com os presidentes já falecidos há anos.

Por exemplo, recentemente chamou o presidente do Egipto Abdel Fatah al Sisi de “presidente do México”. E dias antes confundira o presidente francês Emmanuel Macron com François Miterrand, que foi presidente de França entre 1981 e 1995 e morreu em 1996.

Apesar de tudo isso, os democratas mantêm Joe na corrida, um facto que espelha bem a ausência de quadros alternativos, bem como o desespero diante da avalanche de popularidade de Donald Trump, o mais provável candidato dos republicanos.

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