África
Etiópia acusa Eritreia de cometer atrocidades durante Guerra de Tigray
A Etiópia acusou esta terça-feira, 03, o seu antigo aliado, a Eritreia, de cometer massacres em massa durante a guerra de dois anos em Tigray, que terminou em 2022. Referir que as forças eritreias lutaram ao lado do exército etíope contra a Frente de Libertação do Povo de Tigray, pelo controle de Tigray, que faz fronteira com a Eritreia.
Entretanto, num discurso ao parlamento, o primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed, disse pela primeira vez que tropas eritreias massacraram pessoas em Axum e em outros lugares, naquilo que se traduz numa mais recente reviravolta em suas relações voláteis.
“Quando entramos em Adwa, eles saquearam fábricas e desmontaram suas partes, e o conflito se intensificou. Em Adigrat, eles destruíram medicamentos e saqueavam”, disse o governante etíope, referindo-se a outras cidades da região.
As relações entre Adis Abeba e Asmara se deterioraram desde então, apesar de os dois países serem aliados na época, quando o primeiro-ministro etíope, ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2019, por encerrar um impasse militar de 20 anos entre os dois devido a uma disputa de fronteira.
Em reacção, o ministro da informação da Eritreia descreveu as acusações do Governo etíope como “mentiras baratas e desprezíveis”, afirmando que não merecem realmente resposta.
As tensões têm sido altas entre Adis Abeba e Asmara recentemente devido às tentativas da Etiópia, que não tem acesso ao mar, de obter acesso a um porto no Mar Vermelho.
