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Sociedade

Estudo sobre Vala da Morte do Zango sugere investigação da PGR

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A Procuradoria Geral da república (PGr) é chamada a investigar as entidades nacionais e estrangeiras envolvidas na construção da vala de macrodrenagem do distrito urbano do Zango, vulgo Vala da Morte, que nos três primeiros meses deste ano ceifou a vida de 30 pessoas.

Esta informação consta num estudo relatório “Vala da Morte: a arma silenciosa montada pelo Governo contra a sua própria população” feito pelo Centro de Estudos Comunitários da Biblioteca do Zango II – CECBZ.

De acordo com o documento a que OPAÍS teve acesso, o estudo recomenda à PGR que fiscalize os processos sobre os acidentes causados pelas estradas “descartáveis” e responsabilize os culpados. Tendo em atenção a função da PGR enquanto garante da legalidade, os promotores da iniciativa solicitam
ainda que os responsáveis sejam levados a julgamento.

“A conhecida Vala da Morte é um enigma das mortes. Mas há no local um erro de projecção “verus” construção numa espécie de arma silenciosa montada pelo Governo contra a sua própria população”, diz o estudo.

Diz ainda que a construção da estrada esteve a cargo do antigo Ministério das Obras Públicas, actual Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território, mas a manutenção e controlo é da responsabilidade das Administração Municipal.

Esclarece que apesar de ter sido feita há vários anos e ter sido motivo de reclamação apresentada pela população aos administradores que governaram esse município, somente o administrador cessante, André Soma, atendeu. Mandou erguer uma cerca ao longo da vala, em mais de dois quilómetros.

“Consegue-se notar que a cerca está intacta e que a maioria dos acidentes fatais acontecem ao longo de um único ponto, que intitulamos ponto crítico, em que a estrada foi mal projectada”, diz.

Trata-se de um retorno que está óptimo para quem sai de Viana em direcção ao distrito do Calumbo, mas fatal para quem está em sentido contrário. Esclarece que os acidentes acontecem, na sua maioria, depois da pedonal, em consequência dos desvios das viaturas que saem do Calumbo em direcção a Viana.

Os seus autores dizem que depois de contactarem o Governo da Província de Luanda a respeito do referido
estudo, terá sido baixada a ordem para que se desse uma solução a este “retorno”. “Entretanto, de forma improvisada foram colocados no local seis pneus com reflectores para minimizar o risco”.

O Centro de Estudos Comunitários da Biblioteca do Zango II – CECBZ, instituição não-governamental, pertencente a Associação da Biblioteca Comunitária do Zango, conforme o Diário da República IIIª Série n.º 220, de 13 de Dezembro de 2019, é dirigido pelo jornalista Coque Mukuta.

 

OPAIS

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