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Sociedade

Estudantes mostram-se preocupados com prorrogação da greve dos professores

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O Movimento dos Estudantes de Angola (MEA) manifesta-se preocupado com a prorrogação da segunda fase da greve dos professores do ensino geral, por falta de entendimento entre o SINPROF e o Ministério da Educação.

Em declarações ao Correio da Kianda, o Presidente do MEA, Francisco Teixeira, disse que os estudantes estão preocupados com mais aumento do tempo da greve do ensino geral público, porque, segundo o responsável, os que sairão prejudicados são as crianças, na sua maioria pobres, que estudam no ensino público.

Francisco Teixeira refere que os responsáveis do sector de tutela, não estão preocupados “porque a maioria dos seus filhos, sobrinhos e pessoas próximas não estudam nas escolas públicas”. O MEA, na voz do seu presidente, pede a sensibilidade do Estado angolano nas negociações com o SINPROF e de terem mais amor pelas crianças.

Quanto à prorrogação da greve dos professores, o Movimento dos Estudantes de Angola considera ser justo, dada a natureza da exigência dos professores. “Nós gostaríamos que o Governo tivesse sensibilidade, responsabilidade de ouvir e sentar com os professores e chegarem a um consenso para dar dignidade ao ensino público”, disse.

O MEA solidariza-se com os professores em greve e apela aos encarregados de educação e pais para não mandarem os seus filhos para as escolas. Afinal, de acordo com o líder estudantil, “os professores estão a exigir melhorias no sistema de ensino e pedirem para que nas escolas haja merendas escolares e condições de trabalho”.

Francisco Teixeira sublinha que não está a haver sensibilidade por parte do Ministério da Educação em encontrar consenso com o sindicato para por fim a greve, que já vai na sua segunda fase. O líder do MEA avançou que “tem escolas que os estudantes ou mesmo os professores é que têm contribuído para compra de materiais como, giz, apagador e quadros escolares”.

De ressaltar que conforme o Correio da Kianda publicou ontem, todos os professores que estavam reunidos em assembleia geral de trabalhadores, realizada no sábado, 03, foram unânimes em não conceder a moratória solicitada pelo “Ministério da Educação”, retomando a greve, hoje.

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