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Estrada Nacional 100 terá duas vias em cada sentido a partir de 2027

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A Estrada Nacional 100 (EN100) passará a dispor de duas vias de trânsito em cada sentido a partir de 2027, no corredor sul, que liga as províncias do Namibe, Benguela e Cuanza Sul à capital, Luanda.

O anúncio foi feito pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, que justificou a medida com a necessidade de melhorar a mobilidade e reduzir os congestionamentos ao longo do corredor sul.

Segundo o governante, as obras deverão arrancar no primeiro trimestre de 2027 e incluem a duplicação da actual via, passando de uma plataforma com cerca de 11 metros para aproximadamente 22 metros de largura, o que permitirá maior fluidez e segurança rodoviária.

O projecto contempla ainda a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Cuanza, junto da actual infraestrutura, para reforçar a capacidade de travessia naquele ponto estratégico.

“Estamos a negociar o financiamento para a empreitada, com vista à ampliação da via e à melhoria das condições de circulação”, afirmou o ministro, à margem da 21.ª edição do CaféCIPRA, realizada na Cidade Alta, em Luanda.

De acordo com Carlos Alberto dos Santos, o troço entre Cabo Ledo e Ramiros será tratado como prioridade, sobretudo após os recentes acidentes registados naquela zona, que provocaram mais de 30 mortos.

A Estrada Nacional 100 é o principal eixo rodoviário do país, ligando Cabinda ao Namibe, atravessando várias províncias, incluindo Zaire, Bengo, Luanda, Icolo e Bengo, Cuanza Sul e Benguela.

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4 Comentários

1 Comentário

  1. Herlander Freitas

    29/03/2026 em 4:36 pm

    Será uma via rápida ou uma auto estrada?
    A nível nacional as ligações entre províncias deveria ter o mesmo projeto.
    Só depois as melhorias nas vias de acesso aos municípios e comunas,para o escoamento dos produtos do campo… HSF

    • Julio Vasconcelos

      30/03/2026 em 8:48 am

      Estive a semana passada na Namíbia. Fui de carro, de Luanda a Oshakati. Depois aproveitei ir a Katuitui nossa fronteira a partir do Cubango. A incompreensível diferenca entre as nossas e as estradas da Namíbia doi…. ENVERGONHA!
      Não são estradas duplas nem o raio que o parta! São estradas suficientemente largas, sem buracos, completamente limpas nas bermas, seguras porque a visibilidade vasta permite ver quem vem do outro lado. Eles guiam-se pela segurança do utente da via e concentram todos os esforços para garantir essa segurança. Estradas simples mas eficazes. Por aqui, até o matagal invade as estradas novas sem que ninguém se preocupe com isso. A estrada do Soyo, a tal, está de bradar aos céus…capim,abandono na manutenção…Meus Semhores a estrada é um núcleo económico. Muitas famílias poderiam beneficiar do emprego na sua manutenção. Ja se fazia nisso no tempo colonial! Em suma essa tal de 100 será um sugador de dinheiro e principalmente de vidas dos angolanos. Antes da dimensao, que é um pressuposto legítimo de segurança, garantamos a segurança nas pequenas que temos. SEGURANCA senhores. Nao continuem a copiar o Congo, no mal fazer, nas corrupcoes…copiem bem a Namíbia…tenham dô de seus compatriotas que perdem a vida nessas estradas assassinas!!!

      • Pilartes da Silva

        02/04/2026 em 6:31 am

        A estrada Nacional 100 passará a dispor de duas vias de trânsito em cada sentido a partir de 2027(?!) Logo no ANO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS!
        Estamos no ano 2026, há 275 dias que nos separam do próximo ano. Para mim as quatro faixas de rodagem preconizadas só seriam possíveis existirem na EN100, nas mesmas condições em que se encontra agora, ie, colocando uma linha contínua ao meio e duas linhas descontínuas, uma de cada lado. Assim, a EN100 ficaria modernizada e apta para a circulação desafogada de cupapatas, motos-três e carroças de tracção a burros.
        A questão aqui é: Isto é uma mentira mal elaborada, uma brincadeira de mau gosto ou é somente propaganda eleitoral?

  2. Edjorge Gourgel

    31/03/2026 em 9:43 am

    Este será mais um projecto para roubo como tem sido o habitual em Angola, infelizmente é assim quando se trata de construir infraestructuras com somas elevadas.

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