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Esteves Hilário desvaloriza debate sobre sucessão e reafirma que MPLA está coeso rumo a 2027

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O porta-voz do MPLA, Esteves Hilário, afastou esta segunda-feira, 8, qualquer debate antecipado sobre a sucessão do Presidente João Lourenço, afirmando que o partido “tem momentos próprios e órgãos competentes para tratar dessa matéria”, e que “é prematuro” abrir discussões internas sobre nomes ou cenários futuros.

Durante a conferência de imprensa realizada em Luanda, no âmbito da apresentação do programa do 69.º aniversário do MPLA, o dirigente reforçou que o partido mantém-se “coeso, disciplinado e preparado para vencer as eleições de 2027 com uma maioria mais expressiva”, mesmo reconhecendo a existência de divergências internas.

“O MPLA está, como sempre esteve, coeso e unido em torno dos seus ideais, da bandeira e do líder”, afirmou.

Sobre o congresso previsto para o próximo ano no qual deverá ser escolhido o sucessor de João Lourenço na liderança Esteves Hilário foi taxativo.

“É prematuro discutir sucessão. As decisões serão tomadas nos órgãos próprios. Não nos guiamos por especulações.”

O porta-voz sublinhou que diferenças de opinião não ameaçam a unidade interna. “Onde há humanos, há divergências de pensamento. Isso é normal. Mas não constitui ruptura, porque o MPLA é um partido disciplinado.”

Referindo-se ao combate à corrupção, reiterou que a agenda continuará “até às últimas consequências”, mesmo quando envolve figuras do próprio partido, lembrando o caso do general Higino Carneiro, recentemente constituído arguido. “É cortar na própria carne, mas é um projecto do MPLA, e os resultados são visíveis nos activos e valores recuperados para os angolanos.”

Quanto aos desafios enfrentados nos últimos anos, Esteves Hilário assumiu desgaste, mas rejeitou qualquer tentativa de minimizar problemas. “Não fazemos a política do avestruz. A tempestade é para ser assumida.”

Questionado sobre um possível cansaço da população e o risco de alternância em 2027, caso a oposição se apresente unida, respondeu:

“Não será a primeira vez que a oposição se une contra o MPLA. Estamos focados na nossa organização interna e na resolução dos problemas do povo.”

O dirigente destacou ainda que o partido pretende recuperar terreno perdido em 2022, justificando que a pandemia dificultou o contacto direto com a população e a explicação das medidas económicas.

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