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Especialistas defendem criação de gabinete de comunicação de crise após alerta da OMS sobre risco de Ébola em Angola

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Perante a inclusão de Angola na lista de países em risco de propagação do Ébola, numa altura em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta devido ao surto que afecta a República Democrática do Congo (RDC), especialistas em saúde pública e governação defendem o reforço da comunicação institucional e da capacidade de resposta do Estado.

O especialista em governação, Denílson Duro, considera que Angola deve apostar na criação de um gabinete de comunicação de crise, mesmo que de forma circunstancial, para gerir situações de emergência sanitária.

Segundo o especialista, esta estrutura permitiria monitorizar a evolução de eventuais surtos e controlar a informação divulgada à população, evitando alarmismo e desinformação.

“Não pode não ser permanente, mas o que nós precisamos em Angola é ter a cultura dos gabinetes de comunicação de crise”, defendeu, sublinhando que o Governo deve assegurar uma comunicação eficaz para “controlar as narrativas” em momentos de risco sanitário.

Para Denílson Duro, a gestão da informação é determinante em contextos epidemiológicos, uma vez que contribui para evitar o pânico social e reforçar a confiança nas autoridades de saúde.

Por sua vez, o especialista em saúde pública Jeremias Agostinho destacou a importância da comunicação em situações de alerta sanitário, referindo que o país se encontra num nível de vigilância elevado devido ao risco associado à circulação de doenças virais na região.

O especialista explicou que, do ponto de vista da Organização Mundial da Saúde, o cenário actual corresponde a um “alerta máximo”, classificado como emergência de saúde pública de importância internacional.

Jeremias Agostinho salientou ainda que a proximidade de Angola com a RDC aumenta a necessidade de vigilância reforçada, dado que o país vizinho continua a registar surtos de doenças com potencial epidémico e pandémico.

No entanto, o especialista garantiu que os profissionais de saúde nas zonas fronteiriças estão preparados para responder a eventuais casos, referindo a existência de formação contínua e deslocações regulares de equipas da Direcção Nacional de Saúde Pública às províncias de maior risco.

Segundo o especialista, existem igualmente meios mínimos essenciais para a contenção de doenças como o Ébola e outras patologias virais, embora a vigilância permanente continue a ser fundamental para evitar a entrada de casos no território nacional.

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