Sociedade
Especialistas apontam aquecimento global e práticas humanas como causa da escassez de chuvas
O engenheiro agrónomo Adérito Costa alerta que a agricultura não pode depender exclusivamente da chuva, especialmente face à crescente irregularidade das precipitações.
Segundo Costa, a ausência de chuvas evidencia a necessidade de projectar os cultivos próximos a fontes de água, seja para sistemas de rega ou para a perfuração de furos artesianos, garantindo segurança hídrica e produtividade agrícola.
“O agricultor precisa valorizar a ciência e a tecnologia na gestão da água, evitando depender apenas das chuvas, que se tornam cada vez mais imprevisíveis”, frisou o especialista, acrescentando que terrenos distantes das fontes de água tornam a produção agrícola vulnerável.
Por seu turno, Rafael Lucas, líder da associação Minuto Verde, dedicada à defesa do ambiente, destaca que a seca que atinge quatro províncias não é um fenómeno isolado, mas resultado de fatores climáticos globais e práticas humanas insustentáveis. Segundo Lucas, a principal causa da escassez de chuva é o aquecimento global, provocado pela emissão excessiva de gases com efeito estufa.
O alerta é reforçado pela ADRA, que recentemente pediu intervenção das autoridades governamentais devido à ausência de chuvas em quatro das seis províncias onde a organização está presente, evidenciando a urgência de políticas e estratégias que garantam a resiliência das comunidades e da produção agrícola frente às alterações climáticas.