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Especialista questiona controlo de estudantes formados no exterior por conta do Estado 

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O sociólogo Agostinho Paulo disse à Rádio Correio da Kianda que não se pode admitir que, após 50 anos de independência nacional, a falta de médicos especializados se constitua num empecilho na disponibilidade dos serviços públicos de saúde.

Reagindo esta terça-feira, à informação a dar conta que o Hospital Geral da Lunda Norte David Bernardino “Kamanga” está com os serviços de cirurgia geral e de ortopedia inoperantes, por falta de médicos especializados, o especialista lembrou ainda que é da responsabilidade do Estado formar cidadãos especialistas para colmatar esta dificuldade.

Agostinho Paulo sugere a realização de um plano de necessidade por especialidade. Por outra, questionou o controlo efectivo, por conta do Estado, dos estudantes formados no exterior as custas do Governo angolano, com o objectivo de atender a carência de quadros especializados nas diversas áreas, com particular atenção para a saúde.

Lembrar que recentemente a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta anunciou para este mês de Fevereiro, a realização de concurso público para seis mil novos profissionais da saúde, com prioridades aos novos hospitais construídos e inaugurados recentemente.

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