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Especialista prevê ajustes nas relações Angola–Portugal com eventual vitória de André Ventura

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O especialista em Relações Internacionais, Horácio Nsimba, considera que uma eventual vitória de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais em Portugal poderá implicar ajustes diplomáticos nas relações entre Angola e Portugal, sobretudo numa fase inicial do mandato, embora sem ruptura da parceria estratégica entre os dois países.

Segundo o analista, Angola e Portugal mantêm relações sólidas e de interesses mútuos, assentes em fortes laços históricos, culturais e económicos. Para Horácio Nsimba, qualquer presidente português dificilmente colocará em causa essa cooperação, tendo em conta a interdependência existente. Angola destaca-se pelo seu potencial em recursos naturais, enquanto Portugal continua a ser um mercado relevante para quadros qualificados, empresas de construção civil, comércio e serviços.

Ainda assim, o especialista sublinha que André Ventura, caso seja eleito, poderá imprimir uma abordagem mais centrada nos interesses nacionais portugueses, o que exigiria novas adaptações diplomáticas, não apenas com Angola, mas também no quadro da União Europeia e de outras relações externas. Essa postura, observa, pode gerar alguns choques políticos iniciais.

Horácio Nsimba ressalva, contudo, que nem todas as promessas eleitorais tendem a ser implementadas de forma literal. Na sua avaliação, apesar do discurso firme do candidato, é provável que, com o tempo, prevaleça o pragmatismo e surjam consensos, sobretudo após os primeiros meses ou o primeiro ano de governação.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais no próximo dia 8 de fevereiro, num contexto em que o impacto externo do processo eleitoral português começa já a ser analisado por especialistas e observadores internacionais.

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