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Especialista diz que falta de sistema nas lojas de registo constitui colapso na gestão institucional

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O especialista em gestão e administração pública Denílson Duro considera insuficientes as explicações apresentadas pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes para justificar a demora na emissão de documentos no país, apontando falhas graves na condução do sector.

A reacção surge após o ministro ter esclarecido que os constrangimentos resultantes da falta persistente de sistema devem-se a quebra nas telecomunicações, um problema que assegura a sua normalização num futuro breve.

Para Denílson Duro, os argumentos apresentados revelam sinais de colapso na gestão institucional, evidenciando dificuldades persistentes na resposta às necessidades dos cidadãos.

“A Justiça é um ministério que o discurso de falta de sistema por quebra de sinal, já não colhe, por ser um dos requisitos essenciais para a a funcionalidade dos serviços, que passa pela emissão de documentos importantes”, disse.

O especialista acrescenta ainda que as questões de natureza tecnológica, frequentemente apontadas como entraves, já deveriam estar ultrapassadas há vários anos no país, não podendo continuar a servir de justificação para os atrasos verificados.

Tudo isso acontece numa altura em que os notários, lojas de registos e conservatórias continuam a registar falta persistente de sistema para emissão de documentos, uma situação que já se arrasta há dois meses.

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