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Escritora Ngonguita Diogo leva “um brinde à dipanda” no CCBA

Redação

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Durante o recital a escritora e também poetisa levará ao palco poemas de Agostinho Neto, Mário Arsénio, António Gonçalves, Luís Rosa Lopes, Nguimba Ngola e da sua autoria, dividindo o espaço com os declamadores Ângelo Reis (Poeta dos Pés Descalços), Universo Mavambo e Ismael Farinha ao som dos trovadores Júlio Gil e Círios.

Na ocasião, vai ser, igualmente, exibida uma peça de teatro pelo grupo NAI, inspirada numa obra do primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto e uma coreografia do grupo Tata Yeto Dança.

Para Ngonguita Diogo o evento servirá para celebrar os 42 anos da independência do nosso país.

“Um brinde à dipanda vai levar-nos a festejar antecipadamente os 42 anos da independência de Angola. Estaremos igualmente a dar voz e a homenagear a memória de todos os poetas que tombaram por uma Angola independente. Não poderíamos deixar a poesia de fora e vermos as outras manifestações culturais a saudar a data, uma vez que o fundador da Nação foi um grande escritor e poeta, falo de Agostinho Neto”, frisou a escritora.

A organização do recital espera recolher doações espontâneas de produtos não perecíveis, de higiene e de limpeza para uma instituição de caridade em Luanda.

A iniciativa está enquadrada numa parceria de intercâmbio cultural entre o CCBA e a escritora Ngonguita Diogo, enquanto membro da Academia de Letras do Brasil, ocupando a cadeira nº 01 em Luanda.

Dados sobre a escritora

Ngonguita Diogo, pseudónimo literário de Etelvina da Conceição Alfredo Diogo, nasceu no dia 4 de Maio, em Cazengo (Ndalatando), província do Cuanza Norte. 

A sua estreia literária aconteceu em 2010, com a obra “No Mbinda o ouro é sangue”. 

Desde aquela data, a sua paixão pela literatura foi ganhando espaço e, de forma indelével, conquistando os leitores que, concomitantemente, a obrigaram a colocar, regularmente, mais obras no mercado como:

“Weza a princesa” (2010), reeditado em Portugal, “Sinay” (2011), reeditado no Brasil, “A minha baratinha” (2011), “Acudam Maria do Rangel” (2013) e “Da alma ao corpo” (2014).

O seu percurso literário conta ainda com um CD de poemas intitulado “E assim virei Maria”, além de vários poemas no suplemento “Vida e Cultura” do Jornal de Angola, assim como nos semanários O Independente e Agora.

Ngonguita Diogo é membro do Movimento Lev’arte em Angola e directora da Academia de Letras do Brasil para às questões humanitárias no continente africano.

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