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Politica

Escolha de candidato a vice-PR para 2022 agita MPLA

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Um artigo da revista electrónica África Monitor Intelligence dá conta de que o MPLA vive um clima de agitação para a escolha do Vice-Presidente da República para as eleições de 2022.

A medida, escreve a publicação de divulgação restrita, deve-se ao facto de o Presidente da República, João Lourenço, estar preocupado em recuperar e reforçar o seu poder no seio do partido, convencido de que o apoio interno e a lealdade do partido à sua pessoa tem registado declínio.

A preocupação de JLO, escreve ainda a publicação, deve-se aos efeitos sociais negativos da crise económica, o crescimento do desemprego e o aumento constante do custo de vida, aliada a ideia de que a sua luta contra a corrupção falhou, acções estas que, segundo a revista, que têm servido de pretextos constantes para a realização de manifestações.

O actual ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, Adão de Almeida, é citado no artigo como o possível candidato, devido a sua experiência no aparelho governativo, depois de ter passado pelo Ministério da Administração do Território (MAT). Entretanto, apesar da confiança de que goza, junto do PR, a África Monitor Intelligence considera o factor jovialidade como uma possível contrariedade, já que o partido possui quadros de maior experiência e peso politico.

A segunda alternativa para o cargo de Vice-Presidente da República é a actual ministra de Estado para a área social, Carolina Cerqueira, que depois do Jornalismo passou pelos ministérios da Comunicação Social e da Cultura.

A possível substituição de Luísa Damião do cargo de vice-presidente do partido dos camaradas também é citada como uma possível medida de JLO para reforçar o seu controlo ao partido. Entretanto, o artigo que temos vindo a citar, aponta Virgílio de Fontes Pereira como o melhor candidato para a Vice-Presidência do MPLA em 2022.

Tal deve-se a sua experiência política e governativa, onde se destaca o cargo de ministro da Administração do Território, cujo processo de reforma do Estado foi iniciado no seu consulado, no governo de José Eduardo dos Santos.