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Sociedade

Escolas no país voltam a fechar 

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O Sindicato Nacional dos Professores decretou hoje, 23, greve a nível de todo território nacional nos estabelecimentos públicos de ensino. As causas apontadas são os baixos salários, a falta de subsídios de isolamento,  a redução dos descontos do Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), incremento de subsídios de transporte e a criação de melhores condições de trabalho.

O presidente do SINPROF, Guilherme Silva, disse, hoje, que não é da vontade dos professores que os alunos fiquem em casa, pelo contrário, pode “parecer paradoxal, mas essa luta visa exactamente beneficiar as nossas crianças e jovens, filhos de professores e não só, cujos pais não conseguem garantir o mínimo para a sua sobrevivência pela precariedade do seu trabalho”, frisou.

Guilherme Silva afirmou que a greve dos professores é “absolutamente legal” e apelou aos docentes a não se deixarem “intimidar” e para não darem ouvidos  a quem “está simplesmente interessado na manutenção do seu cargo mesmo sendo parte interessada da nossa legítima luta”, disse.

O sindicalista acrescentou dizendo que “os professores sempre tiveram bom senso ou então não estariam a negociar por via dos seus representantes um caderno reivindicativo em três anos, quando a lei da greve estabelece apenas 21 dias“

Guilherme Silva disse ainda “que ao mesmo tempo que se pede o bom senso aos professores era bom que esse bom senso fosse levado em conta na hora de analisar a condição do professor. Bom senso é o que mais tem faltado ao Executivo angolano. Por isso mesmo é importante continuarmos a lutar pois sem isso nada o que almejamos será conseguido”.

O presidente afirmou que estão dando mais uma oportunidade ao Ministério da Educação e ao Executivo “por isso começamos com uma greve de curta duração, no sentido de perceber que estamos abertos ao diálogo, independentemente, de estarmos em greve”, contudo, concluiu Guilherme Silva “se as nossas reivindicações não forem atendidas, não nos restará outra alternativa se não a de continuar a lutar”.

“Temos a segunda fase mais extensa que a primeira e a terceira maior ainda, entretanto, o Executivo tem a possibilidade de evitar que cheguemos a esse extremo, basta que para isso dê garantias precisas e concisas de que vai atender as nossas reivindicações e se isso não acontecer vamos ter uma greve maior”, reforçou.

Entretanto, em nota, o Ministério da Educação reagiu dizendo que tomou conhecimento por meio das redes sociais do anúncio de greve por parte do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF).

Assim sendo, o Ministério da Educação vem informar que recebeu, em 2019 um caderno reivindicativo, contendo 10 pontos. A nota faz ainda referência que das negociações entre o MED e o SINPROF surgiu o memorando de entendimento, assinado no dia 20 de Abril de 2021, dos quais 7 pontos foram resolvidos e 3 em execução, nomeadamente a monodocência, a merenda escolar e as promoções.

No comunicado, o Ministério da Educação apela ao bom senso do SINPROF, no sentido de rever a sua posição, “prevalecendo o espírito de diálogo que já vem sendo evidenciado nas negociações, uma vez que a greve tem implicações e as suas consequências são sempre prejudiciais para as partes”.

Recordar que a greve iniciada hoje, 23, em todo o país, segundo o SINPROF, vai até a próxima quarta-feira, 30 de Novembro.

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