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Partidos Politicos

Esclarecimento do MPLA e revelações da Ana Margoso colocam em “declínio” o Galinheiro

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O maior partido político na oposição, UNITA, começou a segunda semana de campanha eleitoral para eleições gerais de 24 de Agosto, em “decadência” após o MPLA ter desmentido as afirmações do Presidente do ‘Galo Negro’ de uma possível negociação entre a UNITA e dirigentes do topo dos ‘Camaradas’ para uma transição do poder político pós-eleitoral.

Nesta terça-feira, a renomada jornalista e antiga militante da UNITA, Ana Margoso, fez fortes revelações, em entrevista a uma estação radiofônica de Luanda, afirmando que actualmente dentro da UNITA não há democracia e o “Galinheiro” encontra-se dividido.

O secretário do Bureau político do MPLA para os Assuntos políticos eleitorais, João Martins “Jú Martins” para além de desmentir e considerar grave as declarações do líder da UNITA, o político do MPLA chamou Adalberto Costa Júnior de um “alucinado” e que devia ter maior responsabilidade.

Jú Martins disse que teve encontro com presidente da UNITA a seu convinte, mas que em nenhum momento se abordou a questão de negociação de transição de poder, porque segundo o secretário do Bureau político do MPLA para os Assuntos políticos eleitorais, o poder não se negocia, mas conquista-se.

Já a jornalista Ana Margoso revelou que dentro da UNITA, militantes e altos dirigentes estão abandonar o maior partido na oposição porque têm medo de serem perseguidos.

A antiga militante do Galo Negro disse ainda que a UNITA está dividida, por isso viu-se obrigada abandonar o Galinheiro, por não concordar com a administração liderada por Adalberto Costa Júnior.

“Há um grupo grande de militantes da UNITA insatisfeito com ACJ e com actual direcção da UNITA, e neste momento não hà democracia na UNITA”, disse.

O Correio da Kianda contactou alguns militantes e antigos dirigentes da UNITA expulsos e suspensos. Estes foram unânimes em confirmar que actual direcção da UNITA persegue militantes com pensamento contrário e que no galinheiro instalou-se uma ditadura onde quem tem idéia contraria é tido como traidor.

Os mesmo que preferiram não se identificar, asseguram que “a UNITA que aparece nas TVs e redes sociais não é a mesma que conhecem por dentro”.
Um alto dirigente dos maninhos detalhou que a UNITA vive uma das piores discrepação interna e que será muito prejudicial nas urnas no dia de voto.

Já outro militante, assegurou ao Correio da Kianda, que não irão votar “no partido em que o presidente não dialoga com os seus militantes e expulsa quem não concorda com ele”. Por isso, segundo ele, não deverá exercer o seu direito de voto.