África
Escassez de água potável agrava dificuldades em bairros de Kinshasa
Em vários bairros de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, a água potável tornou-se cada vez mais difícil de encontrar, obrigando muitos habitantes a percorrer longas distâncias em busca do chamado “néctar da vida”.
Nas ruas da cidade, é comum ver moradores a circular com latas amarelas nas mãos ou bacias à cabeça, numa rotina diária marcada pela procura de água. Em alguns casos, os habitantes passam várias horas à procura de um ponto de abastecimento.
Segundo relatos de residentes, há vários dias que a água não corre com regularidade nas torneiras, situação que tem obrigado famílias inteiras a recorrer a poços improvisados ou a poucos pontos de distribuição ainda disponíveis.
Todos os dias, mulheres, homens e crianças formam longas filas nesses locais para conseguir água, numa tarefa que se tornou parte da rotina diária em diversos bairros da capital congolesa.
A escassez afecta particularmente moradores das zonas de Petro-Congo, Abattoir, Mfumu-Suka e Lundula, no município de Masina. Nestes bairros, muitas donas de casa reúnem-se todas as manhãs e noites em frente a poços construídos em alguns lotes para garantir o abastecimento mínimo às suas famílias.
No município de Kasa‑Vubu, um morador apelou às autoridades para que encontrem uma solução urgente para o problema, sublinhando que a falta de água está a complicar seriamente o quotidiano da população.
A população teme que a situação se prolongue e exige medidas rápidas das autoridades para restabelecer o abastecimento regular de água potável na capital congolesa.
