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Escalada do conflito no Médio Oriente continua preocupar a comunidade internacional
A escalada do conflito no Médio Oriente continua a preocupar a comunidade internacional. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não autorizaria Israel a atacar infra-estruturas estratégicas de gás do Irão, defendendo que um ataque dessa natureza poderia provocar uma crise energética global e ampliar o conflito na região.
Analistas internacionais consideram que a guerra está a reacender a disputa entre blocos geopolíticos. De um lado, países ligados ao grupo BRICS defendem a desdolarização da economia mundial e uma ordem internacional multipolar. Do outro, o bloco ocidental liderado pelos Estados Unidos procura manter a sua hegemonia económica e militar, contando com o apoio da NATO.
Segundo o especialista em assuntos militares, major Agostinho, o actual cenário internacional pode aumentar o risco de confronto indirecto entre potências, sobretudo devido às divergências estratégicas entre aliados ocidentais e à pressão crescente dentro da própria aliança atlântica.
As recentes movimentações militares dos Estados Unidos no Médio Oriente podem ter consequências estratégicas profundas e acelerar o declínio da influência norte-americana no sistema internacional.
O alerta é da jornalista de política internacional do jornal português Expresso, Catarina Maldonado Vasconcelos, que considera que a decisão do Presidente Donald Trump não avaliou devidamente os impactos geopolíticos da escalada.
Segundo a analista, aventuras militares desta natureza podem fragilizar a posição dos Estados Unidos num contexto internacional cada vez mais multipolar, marcado pela afirmação de potências como a China e a Rússia, bem como pelo fortalecimento de blocos como os BRICS, que defendem reformas na ordem económica global.
