Connect with us

Politica

ERCA repudia censura nos órgãos de comunicação social

António Sacuvaia

Published

on

As preocupações apresentadas recentemente em conferência de imprensa pelo maior partido da oposição no país, que mostra-se preocupado com a “partidarização” da comunicação social e dos órgãos recentemente confiscados a favor do Estado, mereceu resposta da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERCA) que, em deliberação a qual o Correio da Kianda teve acesso, diz ter tomado nota da queixa formulada pelo partido do “galo negro”, aos 12 de Outubro do corrente ano.

A UNITA recomenda que tais órgãos sejam urgentemente privatizados. O partido manifesta o seu protesto contra o que considera “a forma pouco profissional e parcial como os órgãos públicos de comunicação social, em particular a Televisão Pública de Angola e a Rádio Nacional, nos seus serviços centrais de notícias, têm favorecido claramente o partido MPLA, em detrimento de outras formações políticas”.

Face ao exposto, a Entidade Reguladora da Comunicação Social apela “aos diferentes agentes da comunicação social angolana a observarem com rigor os ditames da lei”, lê-se na nota de deliberação que o “pluralismo de expressão e a organização política e democrática, constituem a base do que consagrou designar, Estado de Direito e democrático”.

Refere a ERCA que “o pluralismo e a abertura, por oposição ao monolitismo e monopólio, implicam assim a livre expressão de debate de opiniões, práticas que não excluem a fiscalização do próprio pluralismo, quer por organismos exteriores de regulação para a área, como é o caso da ERCA, quer através de mecanismos de controlo interno, onde se incluem os Conselhos de redacção na gestão editorial, cuja institucionalização continua a ser um desafio para um melhor desempenho da Comunicação Social Angolana”, termina.

De recordar que vários órgãos privados, como a Global FM, Palanca TV, TV Zimbo, Rádio Mais e jornal O País foram confiscados, em Agosto deste ano pelo Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e entregues ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, meios estes, que eram detidos pelos generais Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” e por Manuel Rabelais, antigo ministro da Comunicação Social.

A passagem de empresas privadas de media para a gestão do Estado tem estado a ser interpretada por várias personalidades da sociedade civil, com destaque aos jornalistas, como um “asfixiamento” da imprensa e uma ameaça às liberdades de informação.

Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Advertisement

Colunistas

Ladislau Neves Francisco
Ladislau Neves Francisco (23)

Politólogo - Comunicólogo - Msc. Finanças

Olivio N'kilumbo
Olivio N'kilumbo (21)

Politólogo

Vasco da Gama
Vasco da Gama (80)

Jornalista

Walter Ferreira
Walter Ferreira (15)

Coordenador da Plataforma Juvenil para a Cidadania

© 2017 - 2020 Todos os direitos reservados a Correio Kianda. | Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização.
Ficha Técnica - Estatuto Editorial RGPD