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Sociedade

Equipas médicas chinesas pretendem beneficiar 110 mil angolanos em dois anos

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A China está a negociar com Angola o envio de uma sexta equipa médica para o país, ao abrigo de um programa de cooperação e apoio ao desenvolvimento, disse o embaixador chinês no país, Gong Tao.

A China já enviou cinco equipas médicas para Angola, estando actualmente a quinta equipa, com uma dezena de médicos, a trabalhar no Hospital Geral de Luanda desde Setembro de 2019, adiantou Gong Tao, estimando que os serviços beneficiem 110 mil utentes angolanos em dois anos.

“As duas partes, neste momento, estão a negociar o envio da sexta equipa médica para Angola”, afirmou Gong Tao, assinalando que estes serviços médicos têm sido fundamentais no período da pandemia de covid-19.

Desde a primeira assinatura do protocolo, negociado e renovado de dois em dois anos, 70 especialistas chineses prestaram já serviços médicos em Angola.

“China e Angola são bons irmãos e bons parceiros”, destacou o diplomata, acrescentando que a China tem sempre oferecido assistência e ajuda aos países de África, como Angola, dentro das suas possibilidades.

Gong Tao realçou ainda a assistência dada pelo Governo chinês no âmbito do combate à covid-19, que incluiu a doação de 200 mil doses da vacina chinesa da Sinopharm e apoio na construção de laboratórios para testagem.

Além disso, as empresas e comunidade chinesa presentes em Angola fizeram doações de materiais de biossegurança e outros equipamentos num total de 200 milhões de kwanzas.

Volume de negócios

O volume de negócios entre Angola e a China registou, no primeiro trimestre de 2021, um crescimento de cerca de 23,9% calculado em 10,5 milhões de dólares (cerca 6,6 mil milhões de kwanzas).

Do total do valor das trocas comerciais, a parte chinesa importou de Angola o equivalente a USD 9,5 milhões com um crescimento de cerca de 21,6 por cento.

Para Angola, a China exportou bens avaliados em 1,3 mil milhões de dólares, num crescimento de 50 por cento.

A informação foi dada hoje pelo embaixador da China em Angola, Gong Tao, numa conferência de imprensa, que visou apresentar o balanço das suas actividades ao longo de 2020.

O diplomata referiu que em 2020 o volume de negócios entre os países teve uma queda acentuada de 37%.

A queda do volume nas trocas comerciais entre os dois países tem, entre as causas, os efeitos da pandemia da Covid-19, que afectou o mercado petrolífero, uma vez que o petróleo é o principal produto que Angola vende à China.

Por Correio da Kianda com agências 

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