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Sociedade

Ensino superior quer harmonizar currículos dos cursos no país

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria Sambo, revelou hoje, segunda-feira, em Saurimo (Lunda Sul), que se está a trabalhar na preparação das condições para se harmonizar os currículos dos cursos a nível de todas as instituições de tutela existentes no país.

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Não se trata de uma uniformização dos currículos dos cursos, uma vez que deixará uma margem adequada para que cada curso na instituição do ensino superior tenha a identidade marcada.

Falando na cerimónia de abertura do ano académico presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, a ministra considerou necessário se promover e propiciar um verdadeiro exercício responsável da autonomia das instituições do ensino superior estatutariamente consagrada.

Para tal, deve-se concretizar com um  processo eleitoral, onde assenta a composição e funcionamento dos órgãos colegiais e eleições dos executivos de gestão, como garantia da consolidação da democracia.

Para a ministra, a proposta do regulamento geral eleitoral constituirá o paradigma para os regulamentos específicos das instituições do ensino superior e foi já submetida à comunidade académica. Nesta altura decorre o processo de recolha de contribuições para a sua melhoria e posterior aprovação.

Formação de Docentes

A formação do corpo docente de nível superior consta nas prioridades do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, para a melhoria da qualidade no processo de ensino e aprendizagem.

Ao longo dos cinco meses de exercício, o ministério tem investido na capacitação de gestores de recursos humanos das instituições do ensino superior das diversas unidades orgânicas, para corresponderem as expectativas emanadas superiormente.

O ministério está a trabalhar no levantamento dos dados sobre os profissionais da função pública que se encontram fora da carreira docente universitária e prestam serviço nas instituições públicas.

Em articulação com outros departamentos ministeriais, espera encontrar as melhores soluções para o seu enquadramento no ensino superior, apelando, por isto, a contribuição de todos no combate das más práticas que, infelizmente, enfermam o sistema.

Maria do Rosário Sambo frisou que entre os desafios consta a melhoria das condições para a formação graduada, pós graduada, com cidadãos capazes de enfrentar a competitividade global, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.

Em carteira está ainda a aprovação dos estatutos da carreira docente, da carreira técnica de apoio de investigação, bem como os da remuneração que já se encontram em fase avançada de elaboração.

Os diplomas constam no Plano de Acção do Ministério do Ensino Superior 2017/2018, factor que exigirá desempenho por parte dos profissionais e a capacidade de implementação pelas instituições da avaliação dos docentes e investigadores.  

O presente ano académico abre com 138 mil 418 vagas, o que representa um aumento de 27.332 vagas, comparativamente às 111.086 disponibilizadas aos estudantes no ano académico de 2017.

Para reduzir gradualmente as assimetrias entre as 18 províncias do país, foram constituídas sete regiões académicas, a destacar a  Universidade Agostinho Neto (Luanda e Bengo), 11 de Novembro (Cabinda e Zaire) e José Eduardo dos Santos (Huambo, Bié e Moxico).

A Universidade Mandume (Huíla, Namibe, Cuando Cubango e Cunene), Kimpa Vita (Uíge e Cuanza Norte), Lueji A’Nkonda  (Lunda Norte, Lunda Sul e Malanje) e Universidade Katyavala Buila (Benguela e Cuanza Sul) compõem as sete regiões académicas de Angola.

 

Fonte: Angop

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