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Economia

ENSA será privatizada até final de fevereiro

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A ENSA – Seguros de Angola será privatizada até ao final de fevereiro de 2022, afirmou Patrício Vilar, presidente do conselho de administração do IGAPE (Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado), num encontro com a imprensa em que fez abordagem geral à evolução do PROPRIV (Programa de Privatizações do Estado) angolano.

O presidente do IGAPE indicou que a privatização da ENSA “será por concurso de prévia qualificação dos candidatos”, refere a edição eletrónica do jornalMercado. Para o segundo trimestre de 2022, acrescenta a fonte, o Estado prevê privatizar por via da bolsa empresas como a Sonangol, TV Cabo, Bai e o Caixa Angola. Neste banco a CGD é maioritária com 51% do capital, secundada por outros acionistas como a Sonangol, com cerca de 25% (por via da empresa petrolífera e da respetiva holding estatal) e pelos empresários angolanos António Mosquito e Jaime de Freitas, cada um com 12%.

Quanto à ENSA, líder do mercado com uma quota de 37,81%, a venda concretizará a primeira fase da alienação de 51% do capital social da companhia estatal.

O IGAPE tinha anteriormente previsto a conclusão da primeira fase da privatização da seguradora para antes do final de 2021, no âmbito do PROPRIV. O prazo para a apresentação de propostas vinculativas, inicialmente definido até 10 de agosto de 2021, prolongou-se mais 30 dias e a operação de venda acabou por não se concretizar no ano passado, transitando para 2022.

Entre as operações que o executivo angolano espera concluir no novo calendário estariam excluídas as vendas da petrolífera Sonangol e da TAAG,transportadora aérea. Mas também se esperam privatizações de, pelo menos, outras 15 empresas e ativos (11 localizados na Zona Económica Especial – ZEE Luanda-Bengo) até final do primeiro trimestre de 2022, disse já em janeiro o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos. As operações que transitaram para 2022 atrasaram em consequência de “pedidos feitos pelos concorrentes”, explicou então Ottoniel dos Santos.

A privatização da ENSA, seguradora que está há mais de 40 anos sob controlo do Estado angolano, vai marcar a indústria local em 2022, referiu o Mercado depois de ouvir executivos dos seguros sobre expectativas em torno da privatização.

Armando Mota, CEO da Fidelidade Angola, introduziu a ideia de que “quem compra um ativo obrigatoriamente tem de ter por objetivo adicionar valor ao que existe e salientou que a Fidelidade Angola aprecia
competitividade.
“A competitividade obriga-nos a fazer melhor e mais. É isso que antecipamos, desejamos e que diariamente trabalhamos”, rematou, citado no artigo de imprensa.

Numa segunda fase do processo de privatização da seguradora, com prazo de dois a cinco anos, as autoridades angolanas planeiam vender os restantes 49% do capital social em bolsa, através de oferta pública inicial (IPO).

 

C/ ECO