Sociedade
Enchente nas paragens marca regresso a actividade laboral em Luanda
A capital angolana despertou esta segunda-feira, 20, com uma enchente nas paragens após o fim-de-semana, forçando muitos a preferir andar a pé ou até mesmo recorrer aos transportes públicos para poder chegar ao local de trabalho.
A zona da Shoprite do Palanca por exemplo, regista pouca circulação dos conhecidos “azul e branco” como tem sido habitual naquela rota.
“Cheguei aqui às 5 horas, e até estas horas 7, ainda não consegui subir, é muita luta no táxi”, disse Esperança José que tenciona chegar até a zona do Talatona.
Segundo informações, por conta da visível escassez de táxis, os hiaces que habitualmente praticam uma corrida até a Vila do Gamek, decidiram encurtar a rota, chamando apenas até ao Golfo 2, num contexto que reacende debate sobre fiscalização do serviço de táxi na capital angolana.
“Até não sei o que se passa aqui hoje, está assim difícil apanhar táxi porque, não estou a entender nada”, disse Joelma Silva, que tenciona deslocar-se até ao Benfica.
Na tentativa de minimizar a situação, muitas viaturas particulares que se fazem pela via a esta altura, vêm se forçados a efectuar serviço de táxi com intuito de arrecadar alguns valores e igulamente auxiliar muitos cidadãos transportando-os até aos seus destinos.
“Eu dificilmente faço este serviço, mas vendo a paragem cheia, parei para carregar e fazer um dinheiro para o combustível”, frisou o automobilista Caetano João que tem como destino a zona do Patriota.
Pelo que foi constatado pela nossa reportagem, a situação de enchente pode agravar-se enquanto o tempo passa, com a possibilidade de registar menos fluxo de peões e passageiros até quase ao meio dia.
