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Entrevista

“Enche-me de orgulho representar Angola e a comunidade da língua portuguesa” – Paulo Flores

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Em declarações exclusivas à Rádio Correio Kianda, esta quinta-feira, 22, Paulo Flores disse estar orgulhoso pela oportunidade de poder representar “Angola, os países africanos de expressão portuguesa e a comunidade da língua portuguesa como um todo”, no encontro com o Papa Francisco, previsto para amanhã, no Vaticano, em Roma – Itália.

“Sei que não vou só por mim, mas por todos os que me inspiram, essa enorme comunidade de afectos que a minha obra representa”, falou com exclusividade à Rádio Correio da Kianda, a caminho do aeroporto, em Lisboa, Portugal.

Para o músico angolano, o convite feito pelo Vaticano, se deve, essencialmente, à abordagem humanista da sua obra e à dimensão nacional que a sua arte representa.

“Honra ter recebido este convite não apenas pela fé, mas também pelo contexto histórico, uma vez que acredito que o pontificado do papa Francisco tem-se pautado pela modernização e humanização da igreja, nos casos dos escândalos sexuais da igreja, na maior proximidade com a comunidade LGBTQ, os vários posicionamentos com relação aos vários conflitos armados que o mundo atravessa, com uma maior tolerância para com as outras religiões”, mencionou.

Paulo Flores disse ainda que caso tenha oportunidade, pedirá ao Papa Francisco que tenha os angolanos sempre presentes em suas orações.

“Se tiver oportunidade, pedirei ao papa Francisco que nos tenha bem presentes em suas orações e vou ouvir atentamente a mensagem que ele terá para transmitir a nós artistas e criadores presentes na audiência”, falou.

Natural de Luanda, Paulo Flores cresceu em Lisboa. Aos 16 anos gravou na Rádio Luanda com Eduardo Paim o álbum “Kapuete Kamundanda” (1988). As suas obras retratam o amor, a felicidade, o quotidiano, com uma forte carga de intervenção social, que o torna num dos principais cronistas musicais da maneira de ser do angolano.