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Economia

Empresários sul-africanos interessados em investir na produção de cacau em Cabinda

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A intenção foi manifestada nesta quarta-feira, em Pretória (África do Sul), durante uma audiência que a embaixadora angolana acreditada nas terras de Mandela, Filomena Delgado, concedeu a dois grupos empresariais daquele país que “estão fortemente interessados” em investir em Angola, soube, há instantes, o Correio da Kianda, através de uma nota a que teve acesso.

Trata-se do director de operações da empresa AGRI ALL AFRICA, André Botha, bem como o CEO do Grupo TROOPER, John Kayira, que manifestaram forte interesse em estabelecer parcerias com as autoridades angolanas para trabalhar com produtores locais na cadeia de valores do sector agrícola, e cujas intenções incidem mais para a província de Cabinda onde se pretende relançar a produção em grande escala de cacau, de milho, bem como da avicultura e suínos.

O comunicado refere que os contactos com estes dois investidores iniciaram em 2020, com o objectivo de aumentar a produção para o consumo interno, exportar os excedentes, melhorar as infraestruturas escolares, hospitalares, de energia solar e águas, a renda das famílias e a qualidade de vida das comunidades.

Nas duas audiências, os investidores defenderam a necessidade urgente de se organizar fóruns de investimentos para calibrar as necessidades e disponibilidades das partes, com vista a identificar as principais carências, investimentos pontuais, as importações e exportações e adequar-se as políticas do Livre Comércio da Região.

A AGRI ALL AFRICA é uma das maiores plataformas de negócios agrícolas da África, com uma vasta implantação em toda a região subsaariana do continente. Controla mais de 3.500 agricultores em mais de 45 países.

Já o Grupo Trooper está a preparar caminho para investimentos massivos em Angola com objectivo de garantir a segurança alimentar e exportação de excedentes. O Grupo tem disponível um bilhão de dólares dos quais 525 milhões para investimentos imediatos. O Trooper, com ligações a vários Fundos de Investimentos da África do Sul, quer cultivar 60 mil hectares para produzir anualmente 300 mil toneladas de milho e 90 mil toneladas de soja e melhorar a qualidade de vida das comunidades dentro das suas políticas de Responsabilidade Social.