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Empresário queima sobrinho de seis anos com ferro de engomar no Lubango

O menino está internado no hospital do Lubango, o tio assume, parcialmente, a agressão e a tia materna de Paizinho espera que a Polícia faça alguma coisa. A empregada de casa assistiu a tudo e pediu pelo menino. Não foi ouvida

Redação

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O pequeno Paizinho, de seis anos de idade, foi agredido brutalmente pelo seu tio, irmão do seu pai, na Segunda-feira, 1, por este o ter encontrado a brincar nu com um primo quase da mesma idade, filho do agressor, num dos quartos da residência da família, localizado no bairro Lucrécia, na cidade do Lubango.

O acusado é apontado como sendo dono de um empresa de construção civil e identificado por Edson Gomes Paulo, de 38 anos. De acordo com Ana Joaquim, tia materna do menino que por ora se encontra internado na Pediatria do Hospital Central do Lubango, o suposto agressor espancou a criança indefesa com o cabo de uma vassoura e queimou-lhe as nádegas com o ferro de engomar.

Em consequência, a vítima ficou com inúmeros danos físicos, como queimaduras do segundo grau, hematomas na cabeça e dificuldades para urinar. “Estava a trabalhar quando recebi um telefonema da minha casa, dando conta que o menino encontrava-se no hospital Central a ser assistido e inconsciente.

Assim que acordou, disse-me que foi agredido porque estava a brincar com o seu primo (filho do suposto agressor), sem roupa”, afirmou. O agressor é irmão mais novo do
pai da vítima, cuja mãe já é falecida, estando até ao momento da agressão a viver com a irmã da mãe, Ana Joaquim.
“eu ainda disse; não faça isso mano” A agressão a que estava submetido o menor de apenas seis anos de idade foi presenciada pela governanta. Ela encontrava-se a engomar a roupa da família numa mesa plástica. Teresa Manuel contou à nossa reportagem que não pôde fazer nada para pôr fim às agressões por se encontrar em estado de gestação. No entanto, foi ela quem comunicou o sucedido à tia do pequeno que se encontrava no local de serviço.

“Eu estava a engomar quando a menina, veio a dizer que os miúdos estavam a brincar sem roupa no quarto. Eu disse que isso são brincadeiras de crianças, mas alguém telefonou para o pai (o agressor) e tão que logo chegou não procurou tirar satisfação”.

Acrescentou de seguida que Edson Gomes Paulo levantou o menino e atirou-o ao chão e pôs-se a pisá-lo. Insatisfeito com o resultado, de acordo com a nossa interlocutora, pegou no ferro que ela estava a usar e queimou as nádegas do rapaz. “Eu ainda lhe disse, por favor, essa é uma criança não faça isso mano”, revelou.

Agressor nega acusações Entranto, contactado por OPAÍS, o suposto agressor negou ter queimado as nádegas do menino com um ferro de engomar, porém, alegando ter-lhe desferido somente algumas palmadas.

Sobre a queimadura, Edson Gomes Paulo informou que a mesma foi provocada pela queda do ferro de engomar sobre o menor. “Eu não agredi o menino com o pau de vassoura ou com o ferro de engomar, as queimaduras surgem em consequência da queda do ferro sobre ele”, justificou.

Edson Gomes Paulo disse, por outro lado, que só não está a acompanhar o desenvolvimento clínico do menor por se encontrar fora da cidade do Lubango, mas que está a prestar os devidos apoios a todo o processo de recuperação do mesmo.

“Estou fora do Lubango, mas o meu irmão, que está a acompanhar o caso, só não transferiu o miúdo do Hospital Central do Lubango para uma clínica porque estamos à espera de orientações médicas”, frisou. Por seu turno, Ana Joaquim, tia da vítima, nega ter recebido qualquer apoio material ou moral do agressor.

Declarou ter contactado o agressor pedindo a presença dele no hospital, no entanto, prometeu que assim procederia mais não o fez até à tarde de ontem. Momento em que prestou essas informações ao jornal OPAÍS. Inconformada com as agressões de que o filho da sua malograda irmã foi vítima, Ana Joaquim apresentou queixa-crime às autoridades policiais, mas lamenta que estas nada tenham feito até ao momento para responsabilizar o acusado.

Contactado pelo OPAÍS, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do Ministério do Interior na Huíla, Manuel Halaiwa, disse que a Polícia está ao corrente do caso e prometeu trabalhar no seu esclarecimento dentro de pouco tempo.

 

Fonte: OPAIS

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