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Empresa portuária de Amboim suspende funcionário que acusou PCA de “má gestão” em plena reunião

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Um funcionário da Empresa Portuária do Amboim, na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, foi suspenso pela direcção da empresa por ter acusado o PCA de má gestão, em plena reunião.

De acordo com o despacho da suspensão, a que o Correio da Kianda teve acesso, é sequência de um processo disciplinar, e é por tempo indeterminado, baseado no número um do artigo 53º da Lei Geral do Trabalho.

A medida veta ainda o trabalhador identificado por Alexandre Santiago dos Santos, o acesso às instituições da empresa portuária do Amboim, enquanto decorrer a suspensão.

O despacho 0019/GPCA/20021, datado de 11 de Junho, surge na sequência de um acto, que surge nas redes sociais, em que o trabalhador, exibe cartão vermelho ao PCA da empresa, durante o seu pequeno discurso, apoiado por alguns dos seus colegas, depois de pedir uso da palavram durante uma reunião, exigindo a retirada do gestor e de “os seus amigos”.

No discurso, o funcionário reclama das condições salariarias, destacando as desigualdades nos vencimentos, tendo dito que existem na empresa, funcionários a auferir cerca de 85 mil kwanzas, tendo considerado um insulto o PCA ter dito aos funcionários que “também ganha mal”, quando aufere um salário acima de um milhão e 500 mil kwanzas, bem como o facto de os funcionários com cargos de direcção terem se beneficiados de um aumento salarial, sem que os demais se tivessem beneficiado dos aumentos.

No vídeo a que o Correio da Kianda teve acesso, o funcionário que trabalha na empresa portuária do Amboim há mais de 10 anos, começou por reclamar de que “os que menos ganham são sempre os mais prejudicados e os que mais ganham são sempre os mais beneficiados”.

“Senhor presidente, nós não o queremos aqui, por força da sua má gestão, favor abandone o seu cargo e leve os seus amigos, nós não o queremos aqui. Deixe a empresa portuária do amboim e leve os seus amigos”, disse, enquanto exibia um cartão vermelho ao superior hierárquico, no púlpito.

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