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África

Embaixador francês retirado do Níger

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O embaixador da França no Níger foi levado para fora do país na manhã desta quarta-feira, 27, cerca de um mês depois que a junta militar responsável ordenou a sua expulsão.

De recordar que há duas semanas, a junta militar do Níger acusou a França de enviar tropas para vários países da África Ocidental como parte dos preparativos para uma possível intervenção militar junto com o bloco regional CEDEAO no Níger.

Num comunicado lido na televisão estatal, a junta também repetiu o seu apelo à saída das tropas francesas do seu território – uma importante fonte de tensão entre os antigos aliados desde a deposição do presidente Mohamed Bazoum, em 26 de Julho.

As relações entre o Níger e a sua ex-colonizadora França azedaram desde que Paris declarou a junta ilegítima. No meio de uma onda de sentimento anti-francês, os líderes do golpe também seguiram a estratégia das juntas nos vizinhos Mali e Burkina Faso na tentativa de pôr fim aos laços militares de longa data com a França na luta regional contra as insurgências islâmicas.

Actualmente, a França possui 1.500 soldados no Níger, com o apoio de drones e aviões de guerra. Teve tropas de contra-insurgência na África Ocidental durante uma década, mas recorreu ao Níger para basear a maior parte das suas forças após golpes de estado nos vizinhos Mali e Burkina Faso em 2021 e 2022, respectivamente.

A junta que depôs o presidente do Níger, Mohamed Bazoum, em Julho, revogou uma série de acordos militares com a França.

Antes do golpe, a França tinha procurado evitar potenciais críticas ao seu papel no Sahel e minimizar o sentimento anti-francês, mudando o seu foco para o apoio às forças locais, em vez de ter soldados ocidentais a fazer grande parte do trabalho braçal no terreno.

Com agências internacionais 

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