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Embaixador francês regressa à Argélia para relançar relações entre os dois países

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O embaixador de França na Argélia, Stéphane Romatet, regressa esta sexta-feira ao seu posto em Argel, mais de um ano depois de ter deixado o país na sequência da crise diplomática entre os dois Estados.

O diplomata francês retorna com a missão de relançar a confiança e reforçar as relações bilaterais entre Paris e Argel, numa altura em que os dois governos procuram ultrapassar um período de forte tensão política e diplomática.

Stéphane Romatet deixou a Argélia a 17 de Abril de 2025, um dia após as autoridades argelinas expulsarem 12 diplomatas e funcionários franceses do Ministério do Interior, em resposta à detenção de um funcionário do consulado argelino em Paris.

Na altura, o governo argelino considerou a detenção uma violação das imunidades diplomáticas e declarou os representantes franceses “persona non grata”.

O caso agravou ainda mais as relações entre os dois países, já fragilizadas depois de o Presidente francês, Emmanuel Macron, ter manifestado apoio ao plano de autonomia proposto por Marrocos para o Saara Ocidental.

O funcionário argelino detido em França estava alegadamente ligado ao sequestro do opositor Amir Boukhors, ocorrido em 2024.

O embaixador regressa acompanhado da ministra delegada francesa das Forças Armadas e Antigos Combatentes, Alice Rufo, que deverá manter encontros com autoridades argelinas para discutir o reforço da cooperação entre os dois países.

Entre os assuntos em destaque está também o caso do jornalista francês Christophe Gleizes, condenado a sete anos de prisão na Argélia, acusado de “apologia ao terrorismo” por contactos com membros do Movimento para a Autodeterminação da Cabília.

O regresso do diplomata acontece após sinais de degelo nas relações entre Paris e Argel, depois da visita do então ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, à Argélia em Fevereiro deste ano.

Num comunicado, o Palácio do Eliseu afirmou que a iniciativa reflecte a vontade de Emmanuel Macron de reconstruir uma relação baseada no diálogo, respeito mútuo e reconhecimento da história comum entre os dois países.

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