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Sociedade

Elisa Gaspar eleita bastonária da Ordem dos Médicos de Angola

A médica pediatra-neonatologista, Elisa Gaspar, foi eleita sábado, bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, tendo obtido 45,5 por cento dos votos, durante o pleito, em que a nota de realce foi a abstenção de 71 por cento dos eleitores a nível nacional, onde dos sete mil médicos inscritos apenas votaram 2086.

Redação

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Elisa Gaspar venceu em 15 das 18 províncias do país, com excepção de Luanda, Lunda-Norte e Bié, tendo suplantado os candidatos Mário Fresta, da lista A, que quedou-se na segunda posição com 37.7 por cento de votos, Miguel Bettencourt e José Luís Pascoal, respectivamente, terceiro e quarto posicionados.

Em Luanda, considerada a maior praça eleitoral, os quatro candidatos juntos lograram apenas 21.5 por cento dos votos, a julgar pelo grande índice de abstenção da população votante, estimada em 79.5 por cento.

A nova bastonária vai cumprir um mandato de três anos, substituindo no cargo o médico Carlos Alberto Pinto de Sousa, que esteve a frente da agremiação durante 11 anos consecutivos, sem renovação de mandatos.

Elisa Gaspar é médica neonatologista da Maternidade Lucrécia Paim. Ficou ainda mais conhecida do público, devido a um trabalho sobre malária congénita – transmissão vertical da malária de mãe para filho, premiado no Brasil, onde fez o mestrado.

A neonatologista está ligada ao projecto de abertura de Banco de Leite Humano em Angola. O projecto começa a ser executado, no próximo ano, na Maternidade Lucrécia Paim.

A melhoria das condições de trabalho, actualização de carreira e da organização jurídico-laboral da classe, foram algumas das exigências manifestadas, em Luanda, pelos médicos durante a votação que decorreu na sede daquela agremiação profissional.

Alguns médicos que aceitaram falar, na condição de anonimato, disseram ao Jornal de Angola que a actual situação jurídico-laboral e promocional da classe é “caótica e preocupante”.

No entender de uma médica cirurgiã, a nova bastonária da Ordem dos Médicos de Angola, “tem a missão obrigatória” de organizar e dinamizar a instituição, a começar pela criação de uma direcção jurídica, onde os associados passarão a apresentar os vários problemas.

“Precisamos de um bastonário activo, que saiba enfrentar a realidade com firmeza e imparcialidade, capaz de criar condições humanas, técnicas e profissionais aceitáveis no seio dos médicos, que há muitos anosmanifestam descontentamento generalizado”, frisou.

O presidente da Comissão Eleitoral, Matadi Daniel, considerou positivo e disciplinado o acto de votação do novo bastonário da Ordem dos Médicos de Angola.

Interrogado, por telefone, se as causas das abstenções têm a ver com algum desencanto dos médicos, com relação ao funcionamento da agremiação no passado, o então presidente da Comissão Eleitoral disse que caberá à nova timoneira da Ordem dos Médicos fazer um diagnóstico exaustivo e encontrar os melhores caminhos para dinamizar a instituição. Elisa Gaspar é a primeira mulher e a quinta pessoa a assumir os destinos da Ordem dos Médicos de Angola, criada em 1991. O médico Carlos Alberto Mac-Mahon, já falecido, foi o primeiro a exercer o cargo, tendo sido substituído por José Carlos dos Santos e este por João Bastos.

Carlos Alberto Pinto de Sousa foi o quarto bastonário da Ordem dos Médicos, que ficou 11 anos no cargo, marcado por muitas contestações à sua gestão.

A nota saliente da passagem de Carlos Alberto Pinto foi o registo de irregularidades durante o processo eleitoral, contestado de forma enérgica pelos concorrentes, o que culminou com a sua destituição e a criação de uma nova Comissão Eleitoral que conduziu o processo.

A missão da Ordem

A Ordem dos Médicos de Angola é uma instituição de direito público, que goza de personalidade jurídica, de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, de âmbito nacional”, que tem por finalidades, entre outras, as seguintes:

Defender a ética, a deontologia e a qualificação profissional médicas, a fim de assegurar e fazer respeitar o direito dos utentes a uma medicina qualificada.

Fomentar e defender os interesses da profissão médica a todos os níveis no respeitante à promoção socioprofissional, à segurança social e às relações de trabalho.

Promover o desenvolvimento da cultura médica e concorrer para o reforço e aperfeiçoamento constante do Serviço Nacional de Saúde, colaborando na Política Nacional de Saúde em todos os aspectos, nomeadamente no ensino médico e nas carreiras médicas.

 

Fonte: JA

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