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“Eleições podem acentuar divisões após fim do apartheid”, considera deputado sul-africano

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As eleições gerais desta quarta-feira, 29, na África do Sul poderão acentuar as divisões no país, trinta anos após o advento da democracia e o fim do ‘apartheid’, segundo um responsável do enclave separatista branco de Orania.

“Se as eleições conduzirem à formação de uma coligação entre os partidos mais radicais, isso só reforçará a determinação de certos ‘afrikaners’ rurais (descendentes de holandeses na sua maioria) em seguir o seu próprio caminho”, declarou Wynand Boshoff, deputado e dirigente provincial do partido.

Orania, um enclave branco que está a ser acusado de racismo, foi fundado no início dos anos 90, após o colapso do regime de segregação do ‘apartheid’, com o objectivo de proteger a cultura e a língua dos ‘afrikaners’ brancos da maioria negra sul-africana.

Actualmente, a cidade tem uma população de 2.800 habitantes, uma gota no oceano num país de quase 60 milhões de habitantes.

No poder desde 1994, o Congresso Nacional Africano (ANC) poderá, de acordo com as sondagens, perder a maioria absoluta no Parlamento e forjar alianças para formar um Governo de coligação.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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