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Eleições “cheias de irregularidades” motivaram golpe militar no Gabão, diz Borrell

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O golpe de Estado no Gabão, ocorrido quarta-feira, aconteceu depois de eleições “cheias de irregularidades”, apontou hoje o alto-representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell.

“Os golpes de Estado militares não são a solução, mas não podemos esquecer que antes, no Gabão, houve eleições cheias de irregularidades”, disse o chefe da diplomacia europeia.

À entrada para uma reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na cidade de Toledo, Espanha, Josep Borrell acrescentou que “há golpes de Estado militares e golpes de Estado institucionais” e continou: “se eu altero as eleições para conquistar o poder, também isso é uma maneira irregular de chegar lá”, completou.

Borrel, que fez alusão à alegada fraude eleitoral que permitiu a perpetuação no poder do Presidente, Ali Bongo, disse ainda que até ao momento, nenhum dos Estados-membros pediu ajuda para retirar cidadãos que estejam no país.

“A situação está calma, não há risco de uma escalada da violência que coloque em perigo os cerca de 10.000 cidadãos europeus que estão lá”, disse, o alto-representante dos 27 para os Negócios Estrangeiros.