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EGTI quer combater a ocupação ilegal de terrenos no Kilamba

Redação

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A Empresa Gestora de Terrenos Infraestruturados (EGTI) advertiu, nesta terça-feira, 15, que vai reforçar a fiscalização das áreas adjacentes à Centralidade do Kilamba e proceder à destruição imediata das lavras ali existentes.

Uma fonte da empresa, contactada pela Angop, informou que se assiste a uma tendência crescente de ocupação ilegal de terrenos, tranformados em lavras, em particular junto à Via Expressa e à Avenida Neves Bendinha.

A lavra junto à Via Expressa data desde o início da construção do Kilamba, em 2008, mas numa dimensão muito inferior à actual.

Estima-se que, desde o início da gestão comercial da EGTI, a dimensão desta lavra tenha aumentado em 50%, ocupando, actualmente, cerca de 52 hectares de terra.

Já as lavras da Neves Bendinha surgiram no decurso do presente ano (2020), ocupando já mais de 1 hectare, de acordo com a fonte.

A ocupação dos terrenos adjacentes, explicou, “é feita por passagem de palavra dos actuais agricultores” ou mediante “ocupação agressiva, com conivência dos camponeses”.

Afirmou que a administração do Kilamba tem o cadastro das lavras, desde a constituição da centralidade, sem precisar quantas existem.

“Até ao momento, ninguém foi responsabilizado, embora a EGTI tem garantido todo apoio à  administração local, desde o início das suas actividades, para assegurar o controlo da área”, declarou.

A empresa levou a cabo, nesta segunda-feira, 14, uma acção de sensibilização para combater a ocupação ilegal de terrenos no Kilamba.

Deste acto resultou o desencorajamento dos cidadãos que enveredam por esta práctica, que, por via da criação de lavras, violam os espaços sob jurisdição da EGTI, pondo em risco o figurino da cidade e o seu desenvolvimento.

A fim de combater estas práticas, a empresa vem delimitando uma área específica para a continuidade desta actividade, nomeadamente junto à Via Expressa, onde o terreno já é vocacionado para a exploração agrícola.

Esta acção dá origem a uma horta urbana e sustentável, que apoia e suporta o crescimento das comunidades locais, em alinhamento com as boas práticas nacionais e internacionais emanadas  no PDN 2018-2020, bem como em diretrizes da UnHabitat”.

Segundo a fonte, os parâmetros para a prática agrícola estão a ser definidos com o apoio do Instituto Nacional de Gestão Ambiental (INGA), e terão carácter de Lei, com a conclusão do Plano Director do Kilamba, ainda em fase de aprovação.

Anunciou que noutras áreas, dado que a prática agrícola desordenada não é condizente com a vida urbana, haverá o reforço da fiscalização dos terrenos e imediata destruição de todas as lavras existentes, num conceito de hortas urbanas devidamente ordenadas.

Por Angop

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