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Egipto e Uganda assinam acordo para troca de informações sobre o rio Nilo

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Os serviços de informações militares do Uganda e do Egipto assinaram um acordo de entendimento para a troca de informações relevantes sobre o rio Nilo, informações confirmadas ontem pelo porta-voz do Exército ugandês.

De acordo com uma declaração das Forças Armadas do Uganda, citada pela agência noticiosa Efe, os exércitos dos dois países “partilharão informações de forma regular, algo fundamental na luta contra o terrorismo e outros crimes”, ao abrigo de um memorando assinado na noite de quarta-feira.

“Dado que Uganda e Egipto partilham o rio Nilo, a cooperação entre as duas nações é inevitável, porque o que afecta os ugandeses, afectará, de uma forma ou de outra, o Egipto”, disse o representante da delegação egípcia, o general Sameh Saber El-Degwi, citado na nota oficial.

A colaboração surge num momento de crescente tensão entre três dos 11 países africanos que partilham a bacia do rio Nilo — Egipto, Sudão e Etiópia — devido à construção de uma megabarragem por parte de Adis Abeba.

No início de Março, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, manifestou junto da União Africana (UA) a urgência de um acordo mútuo sobre o enchimento da barragem, cujas mais recentes conversações, realizadas esta semana na República Democrática do Congo (RDCongo), fracassaram.

“O segundo ano de enchimento da Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD) prosseguirá como previsto”, disse o executivo etíope num comunicado enviado na quarta-feira à Efe pela representação diplomática em Nairobi.

“As posições que contestam o enchimento da barragem antes da conclusão de um acordo não têm base legal e violam o direito inerente da Etiópia em usar os seus recursos naturais”, acrescentou Adis Abeba depois do fracasso nas negociações em Kinshasa.

A construção da Grande Barragem do Renascimento Etíope, a maior barragem hidroelétrica de África, sobre o Nilo Azul, um rio que conflui com Nilo Branco e com o rio Atbara e origina o rio Nilo, tem instigado tensões graves entre os três países.

Sudão e Egipto temem que a construção do projecto, avaliado em mais de 4 mil milhões de dólares e que vai permitir à Etiópia gerar 6.000 megawatts de eletricidade, coloque o caudal do rio Nilo sob o controlo da administração etíope.

Os dois países pretendem um acordo com validade legal que assegure o enchimento e funcionamento da barragem de forma a não serem lesados, enquanto a Etiópia insiste em diretrizes.

Com cerca de 6.000 quilómetros, o rio Nilo é uma fonte vital para o abastecimento de água e eletricidade para cerca de 10 países da África Oriental.

No dia 06 de março, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, criticou a intenção da Etiópia em prosseguir com a segunda fase de enchimento da barragem.

Por Lusa

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