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Economistas minimizam impacto dos danos no Corredor do Lobito

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A interrupção da circulação ferroviária no Corredor do Lobito, devido às chuvas intensas registadas na noite de sábado, não influenciará a confiança de financiadores internacionais no projecto, segundo o economista Pedro Cajama.

Trata-se do desabamento de cerca de 200 metros da infra-estrutura, que condiciona a mobilidade de pessoas, bem como o transporte de mercadorias ao longo do corredor.

Falando esta segunda-feira à rádio Correio da Kianda, Pedro Cajama explicou que, apesar de não retrair o investimento internacional, este tipo de ocorrência revela fragilidades na qualidade da infra-estrutura e falhas na manutenção.

“Este tipo de fenómeno não vai influenciar a confiança dos investidores no Corredor do Lobito, mas mostra claramente a fragilidade das actuais infra-estruturas, que não estão preparadas para fenómenos naturais que podem ocorrer a qualquer momento”, explicou.

De acordo com estimativas feitas pelo também economista José Lumbo, a reposição dos danos no Corredor do Lobito poderá custar ao Estado cerca de 300 milhões de kwanzas.

“Aqui, podemos entender que a reposição integral dos danos poderá situar-se entre 200 e 350 milhões de kwanzas, a depender da taxa de câmbio que poderá ser utilizada”, disse.

O Corredor do Lobito é uma das principais artérias logísticas do país, com impacto directo na dinâmica económica regional.

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