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Economista pede maior competitividade africana para aproveitar tarifa zero da China

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A China começou a aplicar, a partir desta quinta-feira, uma nova política de tarifa zero para produtos provenientes de todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas. Segundo a Xinhua, a medida já produziu efeitos imediatos.

A extensão do benefício a todos os 53 países africanos parceiros é vista por Pequim como um passo estratégico para impulsionar o comércio e o investimento entre as regiões.

A propósito do assunto, o economista, Pedro Cajama, disse que esta decisão da China de aplicar tarifa zero aos produtos africanos demonstra o interesse em reforçar as relações económicas com o continente e potenciar o crescimento das economias africanas, sendo uma oportunidade para aumentar as exportações e atrair mais investimento.

“Isto demonstra que a China olha para como África, não como um irmão marginalizado, mas como um continente com grande potencial e uma taxa de crescimento populacional acima da média”, disse.

No entanto, para que os países africanos tirem real proveito desta medida, o especialista considera fundamental investir seriamente na produção e no comércio.

Pedro Cajama entende que, sem maior competitividade estrutural e capacidade produtiva, corre-se o risco de não aproveitar a política de tarifa zero.

“Esta tarifa zero coloca os países africanos a possuírem uma maior competitividade a nível dos preços, mas é preciso que os próprios países comecem a fazer um forte investimento na competitividade estrutural. Caso contrário, os países africanos podem não tirar vantagens dessa abertura que a China cria”, alertou.

Dados oficiais citados pela Xinhua indicam que a China se mantém como maior parceiro comercial de África há 17 anos consecutivo, com um volume de trocas a atingirem um recorde de 348 mil milhões de dólares em 2025.

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