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Economia

Economista diz que novos “apertos” do BNA não impactam vida dos cidadãos

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O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, disse, na ultima terça-feira, 15, em Luanda, que o país poderá adoptar medidas mais restritivas sobre a movimentação de cambiais, em cumprimento das orientações que estão a ser impostas pelo Fundo Monetário Internacional. O Economista Marlino Sambongue, entende que estas medidas não terão impacto significativo para os cidadãos.

As declarações de José Massano foram feitas em conferência de imprensa, à saída da reunião do conselho económico, sobre as reformas económicas e cambiais em cursos no país, à luz da ultima avaliação positiva do FMI, tendo anunciado para breve, novas restrições nas actividades cambiais.

Chamado a comentar, o economista Marlino Sambongue disse ao Correio da Kianda, que as novas restrições que têm sido levadas a cabo não terão impacto na vida dos cidadãos, por já serem conhecidas e, também pelo facto de incidirem sobre “matérias de controlo interno dos bancos comerciais, em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, uma supervisão mais apertada aos bancos comerciais que apresentam maior risco em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo”.

Sobre as alegadas transferências de mil milhões de dólares para o exterior, relacionadas a “Operação Caranguejo”, que envolve o Major Pedro Lussati, da Casa de Segurança da Presidência da República, também abordado na conferência de imprensa, o economista diz que as regras do BNA “são bastante apertadas para valores nessa magnitude”, pelo facto de o banco central angolano fixar um valor a rondar entre os 120 mil dólares e 250 mil dólares por cada cidadão.

“Por isso entendo que valores acima dos limites estabelecidos teriam de ter autorização do BNA e no valor de mil milhões teriam de passar por um processo apertado de autorizações”.

Sobre a avaliação positiva que Angola mereceu do Fundo Monetário Internacional, que permitiu àquela instituição financeira desembolsar ao país mais de 776 milhões de dólares, Marlino Sambongue diz que representa “progressos da parte de Angola no cumprimento dos compromissos”, nas metas definidas aquando do primeiro programa de assistência.

Segundo ainda o economista, o governo angolano honrou 17 dos 19 compromissos que assumiu com o FMI, tendo destacado o cumprimento de 5 dos 6 critérios de desempenho entre eles o nível de Reservas Internacionais Líquidas, o nível da base monetária, pagamento de atrasados, não contração de dívida com base no petróleo.
o cumprimento dos quatro critérios de desempenho contínuos sobre a manutenção da liberalização das transações ao exterior, e as taxas de câmbio alinhadas, bem como de quatro das cinco Metas indicativas do tecto de despesa social mínima para saúde, educação e Proteção social e do pagamento da dívida pública interna.

“Por isso estamos perante um sinal positivo com a aprovação da quinta avaliação no âmbito da gestão da economia do país e que demonstra a confiança da comunidade financeira internacional no Programa de reformas que o Executivo tem estado a desenvolver”, considerou, acrescentando ser “forma de atrair o investimento privado e fazer crescer e diversificar a economia”.

O académico espera, entretanto, melhor gestão da liquidez da politica monetária para o controlo da inflação, gestão no mercado cambial para termos uma taxa de câmbio mais estável, um aumento ligeiro das Reservas internacionais líquidas e uma legislação interna a nível do BNA mais robusta.

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