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TRANSPORTES

Economista defende privatização como caminho para desenvolvimento dos Caminhos de Ferro de Angola

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O economista Ottoniel de Almeida Manuel considerou, a privatização dos serviços dos Caninhos de Ferro de Angola, como o caminho que deve ser seguido para promover o desenvolvimento económico dos Caminhos de Ferro em Angola, tendo em conta o programa de reabilitação e modernização das ferrovias no país, iniciado em  2006.

Ottoniel de Almeida Manuel apresentou a ideia nesta quinta-feira, em Luanda, quando procedia a venda e assinatura de autógrafos ao seu livro “O Planeamento Estratégico Como Factor de Sucesso dos Caminhos de Ferro de Angola”.

Para ele, depois dos avultados investimentos feito pelo Estado no sector ferroviário, torna- se crucial permitir a entrada de privados para dinamizar e alavancar a produção.

O autor apoia-se aos projectos já existentes no mercado angolano, para afirmar que a sua ideia não é isolada, por existirem no país, projectos do Estado angolano, como são os casos de concurso público internacional para a concessão do corredor do lobito, integrado ao Caminho de Ferro de Benguela (CFB).

“Por essa razão, nesta obra literária de pendor técnico, académico e científico consta essa análise, trazendo uma comparação com aquilo que já aconteceu em outros países da África Austral”, justifica-se.

Para o também administrador Técnico dos CFB, adianta que a privatização dos serviços ferroviários se impõe cada vez mais, sendo que actualmente a contribuição do sector no PIB é ainda incipiente e este quadro actual, só irá conhecer mudança com a aceleração da actividade, com a inclusão dos privados.

avançou, da informação que dispõe, actualmente o CFB transporta, há 1 ano, um volume de 300 mil toneladas, muito aquém do seu histórico, pois em1971, conseguiu transportar neste ano , cerca de três milhões de toneladas, número possível de se atingir com o investimento de infraestruturas no sector.

Ottoniel Manuel lembrou que toda essa pretensão dos privados deve ser acompanhada também pelo aumento da produção interna quer sem produtos agrícolas e produção de materiais primas diversas para sua transportação , utilizando os caminhos de ferros.

O também docente universitário explicou  que toda essa análise  e outras, como as questões de logísticas no sector ferroviário estão no livro, que conta com 284 páginas, com uma tiragem inicial de mil cópias e cada exemplar a ser comercializado ao preço de oito mil Kwanzas.

O projeto de reabilitação da totalidade da rede ferroviária de Angola numa extensão de 2612 km teve início em 2006 e foram concluídas em 2017, sendo definida por três linhas estruturais: Linha de Caminho de Ferro de Benguela, de Luanda e de Moçâmedes.

C/Angop