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Politica

“É urgente que se calem as armas e se dê lugar a diplomacia”, apela presidente João Lourenço

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O Presidente da República, João Lourenço, defendeu esta segunda-feira, 23, o silenciar das armas nos países onde a guerra está a criar desestabilidade e a ceifar milhares de seres humanos.

Discursando na abertura da 147ª Assembleia-Geral da União Interparlamentar (UIP), João Lourenço referiu, que Angola acolhe o evento como forma de contribuir na resolução dos problemas globais da paz, da justiça social e promoção do intercâmbio entre os povos e as nações.

Disse ainda que a União Interparlamentar, “constitui um importante mecanismo de intervenção e advocacia das principais questões de interesse global, através do exercício da diplomacia parlamentar junto do sistema das Nações Unidas e dos Estados-Membros”, e destacou que “Angola, enquanto membro da UIP, tem desenvolvido múltiplos esforços no sentido de garantir e preservar a estabilidade da região, para promover o bem-estar dos povos e o desenvolvimento sustentável alicerçado na equidade e na justiça social”.

“A reconciliação nacional e a estabilidade política são as maiores conquistas do nosso povo, o que nos permite transmitir e partilhar estes princípios e valores com outros países, sobretudo da Região dos Grandes Lagos e da Região Austral do Continente, onde se verificam alguns focos de instabilidade, violação da normalidade constitucional e a fragilização do tecido social e económico dos países em conflito”, enfatizou.

“Enquanto Presidente pro tempore da SADC e igualmente Presidente da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, temos intensificado os esforços para encontrarmos soluções definitivas conjuntas para normalização de alguns dos conflitos do continente africano, através de intensas acções diplomáticas”, ressaltou.

No contexto global, sublinhou, o presidente angolano assinalou a existência de outras situações preocupantes e desfavoráveis para a segurança mundial, nomeadamente a guerra na Europa e a proliferação de conflitos em outras latitudes, a crise dos refugiados no Mediterrâneo, o terrorismo internacional e o crime organizado transnacional, as alterações climáticas, a crise humanitária, a crise alimentar e energética crescente.

“Esta magna reunião acontece numa altura em que os povos do mundo em geral clamam por mais paz, por mais justiça e por instituições cada vez mais inclusivas e decisivas, instituições cada vez mais actuantes na construção dos propósitos globais da comunidade internacional, saudamos por isso, o lema escolhido para esta assembleia, augurando que a acção parlamentar aqui desenvolvida, para além de gerar profundas reflexões, possa contribuir para a construção e a solidificação dos mecanismos de promoção da paz e da justiça social”, explanou.

Disse ainda, o presidente João Lourenço no seu discurso, que a  partir de Luanda, a voz dos parlamentares do mundo será ouvida, e apelou para o fim do conflito no Sudão, na Ucrânia e no Médio Oriente.

“É urgente que se calem as armas e se dê lugar à diplomacia, para que se salvem as vidas dos civis, de crianças, mulheres e velhos e se evite uma catástrofe humanitária nesses conflitos, apelou, o Chefe de Estado angolano, numa sala que contou com com delegações de 130 países, e juntou  mais de 1700 delegados de todo mundo, em Luanda.