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Politica

“É necessário que surjam mais forças políticas para dinamizar a nossa democracia”

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O político e economista, Sapalo António, disse ao Correio da Kianda, que o ano 2021 promete, por ser época de pré-campanha, que se inicia com as propagandas político-eleitorais, com os olhos postos nas eleições gerais, agendadas para 2022.

Segundo ele, a falta de perspectivas para a recuperação da economia, a crescente contestação social com protestos de rua e a divisão em surdina nos dois maiores partido em Angola, MPLA e UNITA, marcam a abertura do ano político e de grandes decisões.

Sapalo António afirma que os angolanos, de maneira alguma, deviam permitir que o MPLA continue a governar. Segundo o político, o partido no poder “já não tem condições, nem moral para pedir mais cinco anos para governar”.

De acordo com o economista, tanto o antigo presidente José Eduardo dos Santos e o actual, João Lourenço, seguem as políticas e programas definidos pelo MPLA, que, segundo o mesmo, têm se mostrado incapazes de resolver os problemas de Angola e dos angolanos.

O antigo presidente da bancada parlamentar do PRS é de opinião que surjam mais forças políticas para competição e dinamização da nossa democracia.

“É normal que surjam mais partidos políticos, cabe aos eleitores decidirem em quem deverão confiar e depositar o seu voto”, disse.

Quanto às manifestações, o político deu uma nota positiva às forças de segurança, pelo comportamento e as atitudes que vêm demonstrando nas últimas marchas.

“Temos que destacar que o comportamento da polícia melhorou significativamente, se compararmos com um passado recente”.

Sapalo António entende que para que haja uma alternância no poder político, nas próximas eleições, é necessário que se crie um movimento de cidadãos bem organizados para chegar ao poder.

“Entendendo que para evitar que o MPLA continue no poder, é necessário que se crie um movimento de angolanos que tenham condições para que nas próximas eleições haja mudança”.