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“É hora de Angola reforçar e consolidar o seu papel no contexto regional” – MPLA

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Angola assinala neste sábado o 36° aniversário da vitória da Batalha do Cuito Cuanavale sobre o Exército sul-africano do regime do apartheid, com repercussão ao nível regional.

“Volvidos trinta e seis anos da vitória das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) na célebre Batalha do Cuito-Cuanavale, o MPLA defende que é hora de Angola reforçar e consolidar o seu papel no contexto regional, por via de uma visão estratégica e inteligente, visando o desenvolvimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral – SADC”, destacou o Bureau Político do MPLA, em comunicado.

Na histórica batalha, que ganhou o cognome da vila do Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango, as forças governamentais da então FAPLA, coadjuvadas por internacionalistas cubanos, quebraram o mito da invencibilidade do Exército sul-africano.

A intervenção sul-africana nos combates foi em apoio às extintas forças militares da UNITA, FALA, num conflito “interno” que se seguiu à proclamação da Independência nacional, a 11 de Novembro de 1975.

“O Bureau Político do Comité Central do MPLA advoga que os acontecimentos do 23 de Março de 1988 e outros a eles relacionados, sejam interpretados por toda a sociedade angolana como factores de estudos, no sentido de preservar e ajudar a narração fiél da história de Angola, enquanto Nação construída sob o signo de inúmeras batalhas e conquistas”, destaca o comunicado do partido no poder.

Entretanto, os generais na reforma das extintas FAPLA e FALA, então braços armados do MPLA e UNITA, respectivamente, mostram-se divididos quanto ao desfecho e alcance da batalha do Cuito-Cuanavale.

O general e antigo governador do Cuando Cubango, Higino Carneiro, ressalta a importância da “Operação Zebra”. Por seu lado, o General da reforma Abílio Kamalata Numa, apresentou a sua versão quanto a batalha do Cuito Cuanavale, e disse que o MPLA procurou justificar o facto do país ter caído ao conflito. No entender do político da UNITA, a África Austral foi liberta na luta contra o regime colonial.

Entretanto, a Freedom Park e o Departamento de Veteranos Militares da África do Sul, comemoram hoje, 23 de Março, a Batalha de Cuito Cuanavale com uma cerimónia de colocação de coroas de flores no memorial dos combatentes da luta anti colonial e para o fim do apartheid.

Pode-se encontrar no memorial do Freedom Park os nomes da rainha N’jinga M’bandi e os ex presidentes, António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.