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Dois anos depois, programa de bolsas externas segue sem solução

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O programa de bolsas de estudo para as trezentas melhores universidades do mundo continua sem solução, dois anos após a sua suspensão, numa altura em que o Ministério do Ensino Superior anuncia apenas que está a estudar novos critérios para a sua eventual retoma.

A falta de um calendário concreto para o reinício do programa tem alimentado a incerteza entre estudantes e candidatos, sobretudo aqueles com elevado desempenho académico que aguardam por oportunidades de formação em instituições de referência internacional.

De acordo com o director nacional do Ensino Superior, José Luís Alexandre, que falava à RNA o modelo em revisão continuará a privilegiar estudantes com notas de excelência e com potencial científico. No entanto, o responsável não avançou qualquer data para a retoma, limitando-se a indicar que o programa será relançado com “um novo paradigma”.

A indefinição prolongada levanta dúvidas sobre a prioridade atribuída à formação de quadros no exterior, num contexto em que o acesso às universidades de topo mundial permanece condicionado para muitos estudantes angolanos.

Em contraste, o Governo garante a continuidade do programa de bolsas internas, com a previsão de atribuição de cerca de dez mil bolsas ainda no presente ano académico. Ainda assim, analistas consideram que a aposta interna, embora relevante, não substitui a necessidade de exposição internacional e de formação em centros de excelência global.

A manutenção da suspensão do programa externo continua, assim, a ser vista como um entrave à qualificação avançada de recursos humanos, num momento em que o país procura reforçar a sua capacidade científica e técnica.

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