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Doença desconhecida mata gado provenientes do Tchad

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Cento e cinco das mil e 500 cabeças de gado bovino, provenientes do Tchad em Março último, morreram em Abril no município de Ambaca, província do Cuanza Norte, em consequência de uma doença até agora desconhecida, anunciou hoje (sexta-feira) o chefe do departamento provincial do Instituto do Serviço de Veterinária, João Alfredo.

Os animais constam de um lote de mil e 500 bovinos entregues a três criadores locais, que integram as primeiras cinco mil cabeças de gado das 75 mil que deverão chegar ao país, oriundas do Tchade, como pagamento de uma dívida a Angola de 100 milhões de dólares.

Segundo o responsável, que falava hoje à Angop, os animais começaram a morrer logo após a sua chegada naquele município, a 19 de Abril último, depois de terem estado em quarentena, na Quiminha, província de Luanda, onde foram submetidos a análises laboratoriais para saber-se do seu estado sanitário.

As primeiras três cabeças morreram durante a transportação e outros nas fazendas de colocação, seleccionadas no âmbito de um projecto do Executivo de repovoamento animal do Planalto de Camabatela.

Frisou que a doença, até agora desconhecida, não está a afectar a manada encontrada, descartando o risco de as mesmas poderem vir a ser infectada pela mesma peste, devido às medidas de prevenção que foram adoptadas.

Na avaliação preliminar, os técnicos da instituição detectaram nos animais sintomas de “tristeza parasitária bovina”, correspondente a um conjunto de doenças.

Já os resultados das necropsias realizadas aos cadáveres dos animais indicaram sinais de várias doenças respiratórias, que afectam, essencialmente o gado.

Para si, essa mortalidade mais os resultados das necropciais realizadas aos animais mortos são indicações de que todo o gado que chegou a Angola, proveniente do Chade poderá estar doente.

Para proteger as manadas encontradas na região, o gado proveniente do Chade foi isolado em três fazendas, onde está a ser monitorado, aguardando pelos resultados das amostras recolhidas para a determinação das causas da morte.

Neste momento, a instituição está a realizar acções de vacinação para depois avançar com o processo de tratamento dos animais, de modo a evitar a morte do resto da manada.

No âmbito do programa de repovoamento animal do Planalto de Camabatela e no quadro dos acordos assinados com o Tchad, Angola começou a receber em Março último as primeiras cinco mil cabeças de um total de 75 mil a serem entregues nos próximos oito anos.

O município de Ambaca conta com um efectivo bovino estimado em nove mil animais distribuídos em 50 fazendas.

Além de Ambaca (Cuanza Norte), disse, se avançar números, beneficiaram já também desse gado, criadores das províncias de Malanje, Cuanza Sul e Zaire, estas duas últimas não integrantes da região do Planalto de Camabatela.

Face a esta situação, referiu, o Ministério da Agricultura e Pescas suspendeu as entregas do gado em falta e está a rever algumas cláusulas do contrato acordado entre os dois países.

O gado que o país recebe resulta do pagamento de uma dívida, que o Chade contraiu com Angola, avaliada em 100 milhões de dólares e convertida no fornecimento de animais, para o repovoamento bovino de zonas do país despovoadas.

Entretanto, a prioridade é o repovoamento do Planalto de Camabatela, que inclui as províncias do Cuanza Norte, Uíge e Malanje, que vai beneficiar de 60 por cento das 75 mil cabeças resultantes do acordo entre os dois países.

O Planalto de Camabatela conta com uma área de um milhão e 410 mil hectares e compreende os municípios de Ambaca e Samba Caju (Cuanza-Norte), Cacuso, Calandula e Cahombo (Malanje), Negage, Puri, Bungo, Alto Cawale, Cangola e Damba, província do Uíge.

A região conta com 280 fazendas, repartidas entre as províncias de Cuanza Norte, Malanje e Uíge, 50 das quais localizadas no município de Ambaca, que tem como sede a vila de Camabatela.

Actualmente, estima-se que haja no Planalto de Camabatela mais de 20 mil cabeças de gado bovino, com predominância para as raças nelor, brama, cimental e a gentia ou autóctone.

 

C/ Angop

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1 Comment

1 Comment

  1. Avatar

    Pensador Realista

    23/06/2020 at 10:21 am

    O governo tem de rever as clausulas destes acordos com seriedade e, tambem questionar a equipe que foi ao Tshad negociar e avaliar a saude dos animais deste Pais. Sera que a falha foi dos nossos medicos veterinarios ou que? Precisamos saber.

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