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Politica

Distribuição de tractores pelo secretário de Estado para Acção Social gera polémica na Huíla

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Oito tractores foram entregues na semana passada pelo secretário de Estado para Acção Social, Lúcio do Amaral, às cooperativas agrícolas, na província da Huíla. Quatro foram beneficiadas, trata-se de cooperativas agrícolas de ex-militares dos municípios de Caluquembe, Matala, Humpata e Lubango. O acto oficial de entrega aconteceu no município de Quipungo.

Apesar de a cerimónia de entrega ocorrer no município de Quipungo, nenhuma cooperativa daquela circunscrição, com um forte potencial na produção agrícola, sobretudo do milho, daí também ser conhecida como terra do “grão branco”,  foi beneficiada. Segundo soube o Correio da Kianda, Quipungo não tem cooperativas legalizadas, um aspecto que foi o critério principal para as que se beneficiaram com a entrega.

A exclusão de Quipungo, na qualidade de anfitriã  da cerimónia de entrega, está a levantar polémica nas redes sociais. O jornalista da Rádio Mais, Albino Capitango, por sinal filho daquela terra, escreveu na sua página do Facebook, “os mais velhos vindos de diferentes  localidades tão longínquas [de Quipungo] assistir a festa no seu município, exposto ao sol durante dois dias, por alguma trapalhada agenda ministerial, para receber nada”, lamentou.

Tendo acrescentado perguntou: “de quem é a culpa? Quem deve ser responsabilizado por esta humilhação? Então os vizinhos vêm festejar na tua casa e a ti nem sequer uma fatia de bolo?”

Mais adiante sublinhou: “foi mostrada a ponta do icebergue da desorganização. É por esta e outras razões que Quipungo não avança”.

O cidadão Venâncio Kalumana entende que “a administração local é a maior culpada dessa pouca vergonha”. Já o jornalista Arão Martins, do Jornal de Angola, reagindo à publicação de Albino Capitango, avançou que “o povo ficou bravo. O tempo de receber de borla já era. Vamos nos organizar”.