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Distribuição da vacina em África deve envolver o sector privado, diz OMS

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O armazenamento e a distribuição da vacina contra a covid-19 em África terão de envolver o sector privado, como a indústria alimentar, devido à insuficiente capacidade do continente nesta área, defendeu a OMS para a região.

Richard Mihigo, coordenador do Programa de Imunização e Desenvolvimento de Vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África falava durante a conferência de imprensa online semanal sobre a pandemia no continente, durante a qual identificou uma “necessidade de rever a estratégia de distribuição de vacinas” na região.

“As áreas-chave que precisam de atenção são a logística e a cadeia de abastecimento e, especificamente, é necessário rever a estratégia de distribuição de vacinas, mapeando os pontos de armazenamento e a facilidade de armazenamento adicional de reserva”, adiantou.

E acrescentou: “Como sabemos, a região pode não ter capacidade suficiente para armazenar a vacina. Portanto, esta [estratégia de distribuição de vacinas] deve incluir o sector privado, como as indústrias alimentares e de bebidas”.

Richard Mihigo referiu que se chegou “um momento crucial” ao continente . “Estamos a assistir à aprovação e lançamento de vacinas em países com rendimentos elevados, o que enfatiza a necessidade de estarmos preparados na nossa região”.

De acordo com este responsável, são muitos os países do continente africano que têm estado a relatar os seus progressos.

Contudo, “a disponibilidade média em toda a região é, infelizmente, de apenas 36%, o que está realmente muito abaixo do valor de referência dos 80% que permitirão realizar um esforço de vacinação bem-sucedido e eficiente”.

Mihigo recomendou ainda às autoridades que ouçam as preocupações das populações e que lhes deem voz na altura de se desenvolverem estratégias.

A propósito da época de férias que se aproxima, reiterou a necessidade das medidas de prevenção: “Não podemos arriscar o aumento dos números de casos neste período de férias que se aproxima, porque depois pode ser tarde de mais”.

“É preciso minimizar o risco de contágio no seio das famílias e das comunidades”, adiantou.

Por seu lado, o coordenador do programa de resposta em emergências da OMS ÁfricaNsenga Ngoy, referiu que, “em África, o risco de transmissão é ainda elevado devido ao cansaço da população em geral e ao relaxamento da observação das intervenções de saúde pública”.

“Quando falamos de uma segunda ou terceira onda de covid-19 é sobre a mesma pandemia. Significa que a transmissão na comunidade foi acelerada. É o que chamamos em jargão epidemiológico de amplificação da transmissão”, disse.

Em África, o novo coronavírus já infectou 2.429.662 pessoas, das quais 57.422 morreram, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC).

Em todo o lado, a pandemia da covid-19 já causou pelo menos 1.649.927 mortos desde que o novo coronavírus foi descoberto em 2019 na China, indicou hoje o balanço diário realizado pela agência France-Press (AFP) com base em fontes oficiais.

Por Lusa

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