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Disputa interna na FNLA marca preparação do VI Congresso Ordinário

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A preparação do VI Congresso Ordinário da FNLA decorre num ambiente marcado por divergências internas entre alas do partido, numa altura em que os diferentes grupos procuram garantir espaço na definição da futura liderança da formação política.

Na ala do Comité Central liderada pelo antigo presidente da FNLA, Ngola Kabango, a Comissão Preparatória do congresso está a avançar com a apreciação dos processos dos delegados e das candidaturas à liderança do partido.

Segundo o coordenador nacional da comissão, Ndonda Nzinga, a subcomissão de verificação de mandatos está a analisar os processos submetidos, que posteriormente serão apresentados à plenária para decisão final.

“Temos a reunião plenária que é soberana. Pode concluir os pareceres submetidos pela subcomissão de mandatos, como também pode deliberar, concordar ou não”, afirmou.

A plenária está marcada para esta sexta-feira, 7 de Agosto, devendo apreciar os pareceres e proceder à homologação dos processos. Após esta fase, a comissão prevê anunciar, em conferência de imprensa, a data oficial do VI Congresso Ordinário.

Ndonda Nzinga garantiu que o processo está a decorrer de acordo com os estatutos do partido e dentro dos prazos estabelecidos, assegurando que a comissão está a cumprir “zelosa e rigorosamente” o calendário definido.

A disputa interna na FNLA ocorre num contexto de diferentes posicionamentos sobre a condução do processo congressual, com sectores do partido a defenderem interpretações distintas sobre a legitimidade dos actos preparatórios.

Depois da conclusão desta etapa, a comissão prevê realizar assembleias simultâneas em nove províncias, nomeadamente Icolo e Bengo, Moxico-Leste, Moxico, Lunda-Sul, Namibe, Cuando, Cubango, Cunene e Zaire.

Sobre as movimentações da actual direcção do partido, Ndonda Nzinga defendeu que a actividade política deve obedecer às regras internas e afirmou que “a política faz-se com ética, não é com aventuras”, numa referência às iniciativas realizadas no dia 2 de Agosto em homenagem ao fundador da FNLA, Álvaro Holden Roberto.

O VI Congresso Ordinário deverá definir a nova liderança da FNLA e poderá marcar uma nova fase na reorganização interna do partido.

Jornalista multimédia com quase 15 anos de carreira, como repórter, locutor e editor, tratando matérias de índole socioeconómico, cultural e político é o único jornalista angolano eleito entre os 100 “Heróis da Informação” do mundo, pela organização Repórteres Sem Fronteira. Licenciado em Direito, na especialidade Jurídico-Forense, foi ainda editor-chefe e Director Geral da Rádio Despertar.

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