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Politica

Dirigentes da UNITA acusam João Lourenço de tentativa de criar divisão no seio do partido

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“Espero que desta vez tenha vindo para ficar”. Este foi um dos pronunciamentos do Presidente da República, João Lourenço, ao dirigir-se ao presidente da UNITA, Isaías Samakuva, na ocasião de tomada de posse nas funções de membro do Conselho da República, realizada desta segunda-feira, 25, em Luanda, em substituição a Adalberto Costa Júnior, destituído através do acórdão 700/21 do Tribunal Constitucional.

O general na reforma e deputado Paulo Lucamba Gato, que liderou a UNITA em fase de transição após a morte em combate de Jonas Savimbi, de 2002 até 2003, disse que o Chefe de Estado, “não esteve bem no seu discurso”, e por se tratar de um acto formal, João Lourenço, “devia ter lido um curto discurso”, evitando assim, deixar escapar a expressão do seu sentimento pelo actual presidente da UNITA, Isaías Samakuva.

Lucamba Gato disse querer acreditar que seja simplesmente um “lapso linguístico”, do contrário, o dirigente partidário, entende que o Presidente da República quer interferir nos assuntos internos de uma organização política autônoma e soberana.

Por sua vez, Nelito Ekuikui, secretário provincial da UNITA em Luanda, disse que o Presidente da República não deve ter preferência nos seus adversários, e que os militantes da UNITA rejeitam esta agenda do também líder do MPLA, pois veem nela “uma tentativa de dividir o nosso partido e confundir a opinião pública”.

Já o deputado Joaquim Nafoia disse que o presidente do partido no poder, demonstrou no seu discurso, enquanto Presidente da República, como sendo responsável maior do “plano macabro do seu regime que visa desestabilização, divisão e destruição da UNITA”.

Ao tecer palavras afirmando que o mais velho Isaías Samakuva “tomou posse como conselheiro da República para ficar, define que o actual presidente da UNITA é seu aliado predilecto, revela claramente a sua estratégia venenosa de por militantes e a sociedade civil contra a figura de Isaías Samakuva e criar caos e instabilidade no país”.